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quinta-feira, 13 de março de 2008

Peçamos a Foco por Chiara - 13.03.2008

Encaminho últimas notícias de Chiara.
Permaneçamos unidos ao redor dela, neste momento o mais importante da vida dela e nossa.
Aloizio Santos
tel: 31 3261-4938

De: Dorival Spatti [mailto:dorival.sp@terra.com.br]
Inviado: quinta-feira, 13 de março de 2008 07:27
A: Aloizio Alves dos Santos;
Notícias de Chiara

Caríssimos todos,

Ontem à noite recebemos a notícia de que a saúde de Chiara havia piorado muito. A ponto do Centro pedir a Darci e Volo de voltarem o mais rapidamente possível para
Roma (coisa que farão ainda hoje, no primeiro avião).

Como Chiara havia manifestado o desejo de voltar para casa, isso foi providenciado o mais rapidamente possível e por volta de 1:30 da manhã ela já havia chegado.
Soubemos que passou o resto da noite tranqüila. No entanto a pressão está baixa e os rins começam também a ter problemas.

Hoje pela manhã o Fede celebrou a missa no seu quarto. Embora Chiara estivesse sempre com os olhos fechados, pelos movimentos que fazia parece que seguia tudo.

Eli sublinhava o amor de Deus, que conduziu os acontecimentos destes últimos dias, através da carta do Papa, da visita de Bartolomeu e também por terem podido fazer ontem um comunicado à imprensa, coisa que há alguns dias queriam fazer. Só depois houve a piora do estado de saúde de Chiara.

O passa-parola de hoje é: “Reconhecer a vontade de Deus no momento presente”. Esta não é certamente a nossa, mas pedimos a graça, para cada um de nós e para toda a Obra, de poder viver este momento para a glória de Deus.

Continuamos ainda mais unidos e intensificando nossas orações, pedindo todas as graças para Chiara e que Maria esteja sempre a seu lado.

Dorival

quarta-feira, 12 de março de 2008

Universidade Popular Mariana - Aula dia 15.03.2008

Aulas da UPM pela internet – sábado 15/03. Vejam abaixo. As cortinas do palco da vida da Obra continuam a se abrirem.

A diferença de fuso horário com a Itália agora é de 4 horas adiante, ou seja, as 16:00 hs de lá são 12:00 (meio dia) horas aqui.

Abraços

Aloizio Santos
tel: 31 3261-4938
Caríssimos,
Próxima aula via internet será sábado, 15 março 2008 às 12:00 horas de Brasíla.

site: http://live.focolare.org/upm/

terça-feira, 11 de março de 2008

Do padre Julián Carrón para Eli.

Milão, 14 de março de 2008

Caríssima Eli,

Juntamente com amigos de Comunhão e Libertação, compartilho a dor - sua e de todo o movimento dos Focolares - pela morte de Chiara Lubich. Nada do que ela foi se perderá, na certeza que nos vem das palavras de Jesus: “Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados”.

Cristo assimilou-a a Si pelo caminho da cruz, vivido por ela como oferta total pela vida da Igreja. Agora Chiara vê face a face o rosto do Pai, que suscitou nela um carisma para tornar vivo o acontecimento cristão como luz que sustenta a esperança. Assim, a maternidade espiritual floresceu nela a partir de seu sim ao desígnio de Deus, no seio da nossa mãe Igreja.

Recordando a amizade de longos anos com Dom Giussani, que culminou naquele dia 30 de maio de 1998 na Praça de São Pedro com os testemunhos deles diante de toda a Igreja e do mundo, recomendo a alma de Chiara à misericórdia do Pai, na espera do lindo dia da vitória final de Cristo Ressuscitado, dia da ressurreição da carne para a felicidade eterna. Que Chiara e Dom Giussani sustentem os nossos passos, para uma fé sempre mais apaixonada e razoável no caminho que eles abriram para nós, seguindo o Santo Padre.

padre Julián Carrón

Mais notícias de Chiara - 14.03.2008

MOVIMENTO
DOS
FOCOLARES COMUNICADO 14.3.2008
Serviço Informação Tel(11) 5055-0073 – Fax 5054-3981


Chiara Lubich concluiu a sua viagem terrena


Em uma atmosfera serena, de oração, e de profunda comoção, Chiara Lubich concluiu a sua viagem terrena nesta noite, 14 março de 2008, às 2 horas, aos 88 anos. Encontrava-se em sua residência em Rocca di Papa (Itália), para onde havia retornado do Hospital Gemelli, na madrugada de ontem, depois de ter expresso esse desejo.

Ontem, durante todo o dia, centenas de pessoas – parentes, colaboradores diretos e muitos dos seus filhos espirituais – passaram pelo seu quarto para lhe dirigir a última saudação; depois recolhiam-se na capela adjacente e reuniam-se no jardim, em oração. Uma procissão ininterrupta e espontânea. A alguns Chiara expressou algum sinal, apesar da sua extrema fraqueza.

Do mundo inteiro continuam chegando mensagens de participação por parte de líderes religiosos, políticos, acadêmicos e civis, e do seu “povo”.

Rocca di Papa, 14.3.2008



Ao Centro da Obra
Ao Conselho geral
Ao Centro de Coordenação
Ao responsáveis da obra na região



Caríssimos focolarinos e focolarinas,


Nesta noite, pouco depois das 2 horas, Chiara encontrou-se com o seu Esposo: Jesus Abandonado. Foi uma passagem suave, com a respiração cada vez mais fraca e lenta até cessar. A sua última palavra foi um “Sim” dirigido a Peppuccio, um focolarino seu colaborador que lhe dizia: “Você está para entrar no Seio do Pai e ali permanecer sempre”.
Ontem muitas pessoas tiveram a oportunidade de dar-lhe pessoalmente a última saudação pessoalmente: os membros do Centro da Obra, os parentes, aqueles aos quais havia chegado a noticia...
Alguns agradeciam a ela, outros se ajoelhavam ou pediam para não serem abandonados, outros ressaltavam um aspecto ou outro do carisma que permanecerá na Igreja.
Um coro, no jardim, sob a sua janela, entoou canções do Movimento. Até tarde da noite uma pequena multidão, não podendo mais visitá-la, permaneceu fora em oração.
Agora queremos testemunhar o Ideal de Chiara, demonstrar com a nossa vida que acreditamos em Deus-Amor, que a sua vontade é uma vontade de Amor para Chiara, para cada um de nós, para a Obra.
Tenhamos Jesus no meio a fim de que Ele nos ilumine a cada passo.

O mundo Visto de Roma - Notícias de 13.03.2008

ZENIT
O mundo visto de Roma
Serviço diario - 13 de março de 2008


SANTA SÉ
Papa confessa jovens para expressar-lhes alegria do perdão de Deus
Voz dos cristãos chineses na via sacra da Sexta-Feira Santa no Coliseu
Conclusões da reunião no Vaticano sobre situação da China
Dor do Papa pela morte do arcebispo iraquiano

MUNDO
Entidades usurpam o prestígio e a dignidade do nome cristão ao promover aborto
Igreja no Brasil realiza coleta da Campanha da Fraternidade este domingo
Médicos católicos preparam documento sobre métodos anticonceptivos
Sudão: bispo exige mais atenção aos refugiados que voltam
Bispos irlandeses pedem iniciativas para levar jovens à missa de domingo
Igreja em Portugal promove segurança no trabalho
Multidão reza junto à casa de Chiara Lubich
Publicado estudo «O Carmelo Teresiano na História»



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Santa Sé

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Papa confessa jovens para expressar-lhes alegria do perdão de Deus

Se o homem perde a alma, perde tudo


Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 13 de março de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI ministrou na tarde desta quinta-feira o sacramento da confissão a alguns jovens em uma liturgia penitencial com a qual quis dar-lhes a oportunidade de descobrir a alegria do perdão de Deus.
E esta alegria é contagiosa, acrescentou, explicando assim o sentido da XXIII Jornada Mundial da Juventude, que neste ano acontece nas dioceses do mundo no próximo Domingo de Ramos, 16 de março, e culminará com o encontro dos jovens de todo o mundo com o Papa em Sydney, de 15 a 20 de julho (www.wyd2008.org).

Antes qu e alguns dos milhares de rapazes e moças que enchiam a basílica de São Pedro se confessassem com o Papa e com os centenas de sacerdotes presentes, o bispo de Roma convidou-os a preparar-se para receber o sacramento com uma homilia na qual explicou o sentido da confissão individual.

«Não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande idéia, mas pelo encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, que dá um novo horizonte à vida, e, com isso, uma orientação decisiva», explicou o Papa citando sua encíclica, Deus caritas est, 1.

«Precisamente para favorecer este encontro vos disponhais a abrir vossos corações a Deus, confessando vossos pecados e recebendo, através da ação do Espírito Santo e através do ministério e da Igreja, o perdão e a paz», declarou.

«Aparentemente o homem não perdeu nada», afirmou, fazendo referência à situação contemporânea, «mas lhe falta a alma e com esta lhe falta tudo».

Por isso, o Papa convidou seus «amigos», a prepararem-se «com um sincero exame de consciência a apresentarem-se perante aqueles que Cristo confiou o ministério da reconciliação».

«Com espírito contrito, confessemos nossos pecados, propondo-nos seriamente não repeti-los mais, sobretudo pondo-nos novamente no caminho da conversão», exortou Bento XVI.

«Deste modo – assegurou –, experimentaremos a verdadeira alegria: a que deriva da misericórdia de Deus, que se derramou em nossos corações e nos reconcilia com Ele. E esta alegria é contagiosa! “Recebereis a força do Espírito, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas” (Atos 1, 8)”, diz o versículo bíblico escolhido como tema da XXIII Jornada Mundial da Juventude».

Ao final da celebração, o diácono disse: «O Senhor vos perdoou, ide em paz». E um aplauso estourou na basílica.

Após a celebração pentiencial, um grupo de jovens levou em procissão a Cruz do Ano Santo ao Centro Juvenil Internacional São Lourenço, que se encontra junto do Vaticano.
Às 20h o presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, cardeal Stanislaw Rylko, celebrou a missa para os jovens, que logo participaram de uma vigília de oração e adoração do Santíssimo Sacramento, até a meia-noite.


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Voz dos cristãos chineses na via sacra da Sexta-Feira Santa no Coliseu

As meditações foram compostas pelo cardeal Joseph Zen Ze-Kiun, S.D.B.


Por Anita S. Bourdin



CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 13 de março de 2008 (ZENIT.org).- Na via sacra que Bento XVI presidirá na noite da Sexta-Feira Santa, no Coliseu de Roma, ressoará a voz dos cristãos chineses.

O Papa confiou ao cardeal Joseph Zen Ze-Kiun, S.D.B., arcebispo de Hong Kong, de 76 anos, a composição das meditações das estações de Jesus até sua morte na cruz, que serão transmitidas por canais de televisão do mundo inteiro.

Em conversa com Zenit, o purpurado chinês explica que preparar as meditações para a via sacra no Coliseu é uma tarefa muito comprometedora, mas nã ;o hesitou em aceitá-la, pois compreendeu imediatamente que com seu convite, o Santo Padre queria que ele levasse ao Coliseu a voz dos fiéis da China.

Segundo declara o purpurado, «o Santo Padre quer que estejam espiritualmente presentes no Coliseu esses nossos irmãos e irmãs, pois provavelmente eles perpetuam hoje em seu corpo, mais do que nós, a Paixão de Jesus. Em seu cerne, ele é preso, maltratado, ridicularizado, condenado e crucificado hoje».

O purpurado confessa que «durante a redação das meditações eu me colocava, antes, do lado de Jesus e de meus irmãos perseguidos, e experimentava sentimentos não muito cristãos para com seus perseguidores».

«Mas, em um determinado momento percebi que, por causa de minhas infidelidades, mereço mais fazer parte da fila dos desertores, dos traidores, dos perseguidores. Espero que todos passe mos por esta conversão», conclui.

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Conclusões da reunião no Vaticano sobre situação da China

Celebrada de 10 à 12 de março


CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 13 de março de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos o comunicado que a Sala de Imprensa da Santa Sé emitiu ao concluir o encontro da Comissão sobre a Igreja na China, instituída por Bento XVI.

* * *

De 10 a 12 de março se reuniu no Vaticano a Comissão que o Papa Bento XVI instituiu para estudar as questões de maior importância relativas à vida da Igreja na China.

A reunião teve como tema a carta que o Santo Padre enviou aos católicos chineses em 27 de maio de 2007. Os participantes examinaram em primeiro lugar a acolhida que o documento pontifício teve tanto dentro como fora da China. Refletiu-se sobre os princípios teológicos, que inspiraram a Carta, pa ra compreender as perspectivas que nascem deles para a comunidade católica na China.

Em concreto, seguindo o texto papal, foram considerados alguns aspectos importantes que afetam a missão da Igreja de ser «instrumento de salvação» para o povo chinês: a evangelização em um mundo que vive na globalização; a aplicação, na situação atual na China, da doutrina do Concílio Vaticano II sobre a natureza e a estrutura da Igreja; o perdão e a reconciliação na comunidade católica; as exigências da verdade e da caridade; o governo das dioceses, que tem uma grande importância para a atividade pastoral e para a formação dos sacerdotes, seminaristas, religiosos, religiosas e fiéis leigos.

Em linha com as indicações expressadas pelo Papa em sua carta, foi sublinhada a vontade de um diálogo resp eitoso e construtivo com as autoridades civis.

Por último, sempre iluminados pelo documento pontifício, os participantes intercambiaram informações e experiências sobre a vida e a atividade da Igreja na China.

A reunião terminou com um encontro com o Santo Padre, que escutou um breve resumo do trabalho destes três dias e alentou os participantes a prosseguir em seu compromisso em favor da comunidade católica na China.

Mencionou também que em 24 de maio próximo se celebra a Jornada universal de oração pela Igreja na China.


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Dor do Papa pela morte do arcebispo iraquiano

Seu corpo foi encontrado hoje

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 13 de março de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI manifestou em uma mensagem sua profunda dor ao receber a notícia da morte do arcebispo Paulos Farj Rahho, de Mosul dos Caldeus (Iraque), que tinha sido seqüestrado no dia 29 de fevereiro.
Segundo revelou o bispo auxiliar de Bagdá, Dom Shlemon Warduni, o corpo do prelado foi encontrado hoje enterrado, em um lugar que havia sido indicado por telefone pelos seqüestradores.

«O corpo de Dom Rahho não apresenta sinais de violência ou tiros de arma de fogo. É possível que o arcebispo tenha falecido por causas ligadas a seu precário estado de saúde, agravado pelas condições do seqüestro», declarou Dom Warduni através do serviço de informação da Igreja na Itália (SIR).

O bispo revelou que «os funerais serão celebrados amanhã em Karamles. Por enquanto não sei se poderão ser presididos pelo cardeal Emmanuel III Delly», patriarca da Babilônia dos Caldeus, com sede em Bagdá.

Em um telegrama enviado ao cardeal, o Papa manifestou «à Igreja caldéia e a toda a comunidade cristã sua particular proximidade, deplorando firmemente este gesto de violência inumana que ofende a dignidade do ser humano e prejudica gravemente a causa da convivência fraterna do amado povo iraquiano».

«Enquanto asseguro fervorosas orações de sufrágio pelo zeloso pastor seqüestrado precisamente ao final da celebração da Via Sacra – acrescenta a mensagem papal –, invoco ao Senhor sua misericórdia para que este trágico acontecimento sirva para edificar na martirizada terra do Iraque um futuro de paz.»

Por sua parte, o Pe. Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Informação da Santa Sé, reconheceu que «todos continuávamos esperando e rezando por sua libertação, como o Papa havia pedido em diferentes ocasiões em seus chamados».

«Infelizmente, a violência mais absurda e injustificada continua abatendo-se sobre o povo iraquiano e em particular sobre a pequena comunidade cristã, da qual o Papa e todos nós nos sentimos especialmente próximos com a oração e a solidariedade neste momento de grande dor», continua explicando o porta-voz vaticano.

«Esperamos que este trágico evento recorde mais uma vez e com maior força o compromisso de todos e em particular da comunidade internacional pela pacificação de um país tão atormentado», conclui o Pe. Lombardi.

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Mundo

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Entidades usurpam o prestígio e a dignidade do nome cristão ao promover aborto

Arcebispo da Paraíba (Brasil) comenta sobre as «Católicas pelo Direito de Decidir»


Por Alexandre Ribeiro



JOÃO PESSOA, quinta-feira, 13 de março de 2008 (ZENIT.org).- Entidades como as «Católicas pelo Direito de Decidir», ao promoverem, entre outras iniciativas contrárias ao Magistério da Igreja, o aborto, usurpam o prestígio e a dignidade do nome cristão, afirma um arcebispo brasileiro.

No contexto da Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil, que nesta quaresma discute o tema da defesa da vida, Dom Aldo Pagotto, arcebispo da Paraíba (nordeste do país), destaca em mensagem difundida ontem pela CNBB (Conferência Nacio nal dos Bispos do Brasil) que essa ONG tem provocado «confusão e perplexidade» nos fiéis.

O arcebispo explica que esse grupo de feministas se auto-intitula «católicas pelo direito de decidir». Mas «decidir o quê?», questiona. «Decidem pelo abortamento.»

«Ora --prossegue Dom Aldo Pagotto--, isso é inadmissível para uma cristã que professa o Credo, segue os Mandamentos da Lei de Deus e confessa com o seu comportamento que Jesus Cristo é Senhor e Salvador.»

O prelado recorda que essa ONG é patrocinada e atua como uma entidade feminista que se constituiu no Brasil desde 1993. Ela se articula em rede com várias parcerias no mundo, em particular com a organização norte-americana intitulada “Catholics for a Free Choice”.

Essa rede feminista --explica Dom Aldo-- defende o aborto publicamente e distorce «totalm ente o ensino católico, sobretudo o respeito e a proteção devidos à vida do nascituro indefeso».

Segundo o arcebispo, no Brasil essa rede feminista se subdivide em várias ramificações: entre as mais conhecidas estão os grupos denominados de «Cunha», «8 de Março», «Amazonas».

«Pelo que se vê, tais “católicas” juntaram-se à rede feminista, usurpando o prestígio e dignidade do nome cristão, com o intuito de confundir as pessoas, espalhando mentiras», afirma Dom Aldo Pagotto.

O arcebispo lembra que a Igreja no Brasil, pela presente Campanha da Fraternidade, reafirma «o compromisso com a vida do ser humano e, de forma específica, com a gestante e o nascituro».

Ele enfatiza que a proposta da CNBB pede políticas públicas que «assegurem a saúde» da m&atild e;e e da criança que ela traz em seu seio, «oferecendo condições para ter e criar bem os seus filhos e jamais abortá-los».

«“Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19) será o nosso lema perene, criando iniciativas que enfrentam e superam tantas ameaças que nos cercam», afirma.


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Igreja no Brasil realiza coleta da Campanha da Fraternidade este domingo

BRASÍLIA, quinta-feira, 13 de março de 2008 (ZENIT.org).- A Igreja no Brasil realiza neste Domingo de Ramos, 16 de março, em todas as paróquias do país, a coleta em prol da Campanha da Fraternidade, que nesta edição de 2008 tem o tema «Fraternidade e Defesa da Vida».
Segundo informa a Cáritas Brasileira, os recursos da coleta serão destinados a projetos sociais voltados para a defesa e a promoção da vida de famílias, crianças, adultos e idosos.

Iniciativas de educação de base, conscientização dos direitos, articulação das diferentes pastorais sociais e projetos ligados ao combate da violência serão apoiados pelo Fundo Nacional de Solidariedade (FNS).

Do total arrecadado, explica a Cáritas, 40% serão enviados ao FNS para apoio aos projetos ligados ao tema da CF-2008; 60% do valor ficará nas dioceses e comunidades de base para apoiar iniciativas sociais locais.

As doações também poderão ser feitas em qualquer data na Caixa Econômica Federal, agência 2220, conta-corrente 000.009-0.


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Médicos católicos preparam documento sobre métodos anticonceptivos

Revela o presidente da FIAMC, o doutor José María Simón Castellví


Por Inmaculada Alvarez

BARCELONA, quinta-feira, 13 de março de 2008 (ZENIT.org ).- A Federação Internacional de Médicos Católicos (FIAMC) está preparando um documento sobre o uso de métodos anticoncepcionais que será difundido em breve, provavelmente em Roma, por ocasião do quadragésimo aniversário da encíclica «Humanae Vitae», de Paulo VI.

O atual presidente de FIAMC, o doutor espanhol José Maria Simón Castellví, explicou a Zenit que «o documento está dirigido aos médicos, católicos ou não, que compartilham os princípios éticos e antropológicos da cultu ra da vida».

«Somos conscientes, como profissionais, da dificuldade de promover esta doutrina, e depois de quarenta anos aceitamos o desafio», reconhece.

«O tema do documento é a anticoncepção e a regulação da natalidade, porque não esquecemos que os meios aceitos pela Igreja, chamados “naturais” porque respeitam os ciclos naturais da mulher, não só servem para dar espaços entre os nascimentos mas também para buscá-los».

«A encíclica, portanto, não deve ser vista desde o ponto de vista exclusivamente negativo, como rechaço à anticoncepção», declara.

O doutor afirma que existem três tipos de pílula: a Ru-486, a do dia seguinte e a anticoncepcional.

«Sobre a primeira o juízo está claro, trata-se de uma combinação prod uzida para provocar uma morte, e nem sequer merece o nome de medicamento. A pílula do dia seguinte é um fármaco que, em 70% das vezes em que atua, o faz para eliminar um óvulo humano fecundado, e portanto é também abortiva. A pílula anticoncepcional tem outra avaliação porque não produz a morte do embrião. A avaliação não é positiva, mas não tem a mesma gravidade moral que as anteriores», declara.

«Como médico devo dizer que nenhum dos três tipos de pílulas é inofensivo para o organismo feminino, ao contrário. A Ru-486 pode chegar a produzir a morte; a pílula do dia seguinte tem também muitos efeitos colaterais», informa.

Com respeito à pílula anticoncepcional, indica, «o que produz é uma alteração hormonal para evitar a ovulação, e isto no longo prazo pode estar associado a fenômenos de trombose, hipertensão ou depressão».

«De todas as formas, o juízo moral negativo não se remete aos efeitos secundários, porque se no dia de amanhã se desenvover uma pílula em que eles não existam, o juízo continuará sendo negativo».

«No documento que estamos preparando, e que estamos fazendo com muito carinho – conclui –, se enfrentam muitas destas questões, porque entendemos que a responsabilidade não recai só sobre nossos pastores: sem a opinião qualificada dos médicos católicos, a questão da defesa da vida ficaria um pouco paralisada».


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Sudão: bispo exige mais atenção aos refugiados que voltam

Declarações do pastor de Torit, Dom Ako Johnson Mutek

KÖNIGSTEIN, quinta-feira, 13 de março de 2008 (ZENIT.org).- O bispo da diocese de Torit (sul do Sudão), Dom Ako Johnson Mutek, exortou o governo sudanês, a ONU e as organizações de ajuda internacionais a redobrarem seus esforços para melhorar a atenção aos refugiados e desalojados, pois carecem de alimentos, água e assistência médica, sendo mais afetadas as crianças, idosos, grávidas e mulheres lactantes.
O bispo assinalou em uma visita à sede da associação católica internacional Ajuda à Igreja que Sofre a necessidade de abrir mais escolas, e também explicou o problema que representa o gado que se conduz à regi&at ilde;o para pastar e que destrói os campos em uma área na qual a maior parte da população vive da agricultura.

Em sua opinião, é urgente controlar esta situação para evitar novos conflitos.

O bispo Mutek descreve o retorno dos refugiados como «o cumprimento de um sonho coletivo», fruto do acordo de paz de janeiro de 2005, que finalmente tornou possível o regresso populacional dos refugiados e desalojados que se viram obrigados a fugir – a outras regiões sudanesas ou ao exterior – durante a sanguinária guerra civil que açoitou o país durante mais de 20 anos.

Estima-se que só o número de desalojados seja de 5 milhões de pessoas.

Dom Mutek assinalou que a Igreja Católica recebe «com os braços abertos» os que voltam, que, apesar de estar longe, nunca deixaram de estar no coração e no pensam ento da diocese, e acrescentou que a Igreja, «com seus limitados recursos, sempre difundiu as vozes que pediam a paz» e sempre esteve atenta aos refugiados e desalojados.

Segundo o bispo, agora que as pessoas podem finalmente regressar a seus lugares de origem, é preciso fazer todo o possível para evitar um ressurgimento da violência e para colocar as bases da tolerância e do perdão no Sudão.

Dom Mutek, de 50 anos de idade, assinalou que se deve construir uma «comunidade do amor», porque o ódio «gera uma pressão que faz estourar a violência, destruindo a vida e a ordem social».

Para alcançar a reconciliação e a verdadeira paz, ainda é preciso «percorrer o caminho do coração e do espírito», pelo que agora, mais que nunca, os sacerdotes e personalidades cristãs mais destacadas devem cooperar estreitamente c om a população, com o fim de construir um futuro para as crianças e a nação. O bispo animou os fiéis de sua diocese a que permaneçam atentos e organizem bem a escala paroquial e em seus povoados, visando a apoiar o Estado na consolidação da paz.

Desta forma, Dom Mutek afirmou que todos os cidadãos sudaneses têm a obrigação de lutar contra todo tipo de corrupção e sabotagem, de trabalhar intensamente e cumprir com suas obrigações cívicas. No seu ponto de vista, os sudaneses podem demonstrar seu amor pela pátria reunindo as experiências que tiveram em outros lugares para que delas surja uma «força de regeneração e mudança positiva», e acrescentou que devem trabalhar lado a lado com o governo e com os amigos da população do sul do Sudão.

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Bispos irlandeses pedem iniciativas para levar jovens à missa de domingo

Chamado aos pais, treinadores esportivos e empregadores

MAYNOOTH, quinta-feira, 13 de março de 2008 (ZENIT.org).- Os bispos da Irlanda pediram aos pais, treinadores esportivos e empregadores que trabalhem juntos para ajudar os jovens a participar da missa no domingo.
O pedido foi apresentado pelos prelados em uma declaração emitida em 11 de março passado, durante a reunião geral da Conferência Episcopal Irlandesa, em Maynooth, que acabou hoje.

No documento, os bispos chamam os adultos «a respeitar as necessidades espirituais das crianças e adolescentes, especialmente as relacionadas à vida familiar e à prática religiosa dos domingos, e que se abstenham de organizar eventos que coincidam com os serviços religiosos matutinos do domingo».

«Desde a ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, o domingo manteve um lugar especial nas vidas semanais de seus seguidores – afirmam os prelados. É um dia de caráter diferente dos outros seis dias da semana, um dia no qual deixamos de lado todo trabalho não-essencial.»

A nota afirma que até tempos recentes, os domingos estavam dedicados a um equilíbrio de atividades dedicadas à «família, práticas religiosas, visitar os doentes e os idosos e ao ócio e passatempos recreativos».

Mas devido à crescente tendência a pôr no calendário eventos esportivos e jovens trabalhadores de meio período no domingo de manhã, o equilíbrio se perdeu.

«Desejamos dirigir a atenção de todos os pais e tutores ao conflito de interesses que este calendário pode causar às crianças e adolescentes – afirmam os bispos. Desejamos também apresentar este conflito de interesses à atenção dos funcionários e dos treinadores, a quem reconhecemos como pessoas de generosidade e boa vontade.»

Os prelados indicam que uma pessoa jovem, temerosa de perder um jogo ou treino por medo de perder seu lugar em uma equipe, poderá «perder o hábito de ir à missa dominical», especialmente quando o conflito se produz com regularidade.

«Os pais católicos e os tutores também podem perder a visão de sua responsabilidade de ir à missa do domingo devido a que podem precisar viajar com os jovens a eventos ou assistir a apoiá-los», afirma a declaração.

Com relação aos jovens que trabalham, os bispos mostraram preocupação por aqueles que têm de trabalhar tanto no sábado &agr ave; tarde como no domingo pela manhã, «sem que tenham tempo de assistir ou à Missa de véspera ou à da manhã do domingo».

Os bispos acrescentam: «Pedimos aos empregadores que assegurem a seus jovens empregados de meio período que tenham tempo para ir à igreja nos finais de semana».


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Igreja em Portugal promove segurança no trabalho

LISBOA, quinta-feira, 13 de março de 2008 (ZENIT.org).- A Igreja em Portugal alenta a promoção da segurança do trabalho em todas as obras em curso em igrejas ou estabelecimentos católicos no país.
Segundo informa Agência Ecclesia, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) quer que as dioceses e os seus responsáveis estejam mais atentos à questão da segurança no trabalho.

O secretário-geral da CEP, Dom Carlos Azevedo, pediu um reforço da vigilância nas obras, em virtude da promoção da dignidade dos trabalhadores.

Dom Carlos Azevedo afirmou que a Conferência transmitirá aos bispos «essa preocupação, sobretudo quando há obras nas igrejas, nas residências ou nos cent ros paroquiais sociais, que se tenha em conta também toda a segurança no trabalho».

A sensibilização acontecerá na próxima assembléia plenária da CEP, que decorrerá de 31 de março a 3 de abril, em Fátima, apontando assim para a celebração do Dia Mundial da Segurança no Trabalho, a 28 de abril.


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Multidão reza junto à casa de Chiara Lubich

Agrava-se as condições de saúde da fundadora dos Focolares

ROMA, quinta-feira, 13 de março de 2008 (ZENIT.org).- Seguindo sua vontade explícita de «regressar a casa», Chiara Lubich, de 88 anos, fundadora do Movmiento dos Focolares, regressou a sua casa, na localidade de Rocca di Papa, próxima a Roma. Suas condições se agravaram, pois os tratamentos que recebeu no hospital não lhe permitiram superar os problemas respiratórios.
O professor Salvatore Valente, titular da cátedra de Pneumologia do Policlínico Gemelli, de Roma, onde se encontrava hospitalizada, explicou: «Continua recebendo todos os apoios farmacológicos e as terapias necessárias. Lamentavelmente até o momento não se deu nenhuma resposta ao tratamento».

Segu ndo informa o Movimento dos Focolares em um comunicado, «até a tarde de ontem, Chiara havia sido informada da correspondência que estava chegando por sua secretária pessoal, Eli Folonari».

«Esta manhã, quis saudar as focolarinas e os focolarinos que iniciaram o Movimento junto a ela», acrescenta.

«Chiara continua transmitindo uma grande serenidade – informam os Focolares –. Há dois dias confiava que advertia a presença espiritual de Maria. Chiara viveu toda a vida em uma profunda comunhão com ela. De fato, a Obra por ela fundada leva o nome de “Obra de Maria”, nome com o qual foi aprovado o Movimento dos Focolares pela Igreja.

Esta quinta-feira começou a reunir-se uma multidão de pessoas diante da casa de Chiara Lubich, em Rocca di Papa, para rezar junto à fundadora dos Focolares.

O Movimento que Chiara Lubich começou em Trento, em 1943, quando tinha 23 anos, alcançou uma difusão mundial (182 países), com mais de dois milhões de adeptos e uma irradiação entre vários milhões de pessoas, dificilmente quantificável.

Mais informação em www.focolare.org


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Publicado estudo «O Carmelo Teresiano na História»

Um grande avanço na historiografia carmelita-teresiana


Por Nieves San Martín

ROMA, quinta-feira, 13 de março de 2008 (ZENIT.org).- O Pe. Domingo A. Fernández de Mendiola acaba de publicar um monumental estudo em dois volumes: «O Carmelo Teresiano na História», informa o site da Cúria da Ordem Carmelita Descalça (OCD).

O volumoso estudo publicado pelo Institutum Historicum Teresianum tem o subtítulo: «Uma nova forma de vida contemplativa e apostólica».

O primeiro volume analisa o tema durante a vida de Santa Teresa de Jesus (1515-1582). E o segundo envolve o período de 1581 a 1597, «de província a ordem autônoma e crise de identidade».

«Em muitos aspectos, é uma contribuição nova à historiografia carmelita – afirma a Ordem Carmelita Descalça. Não se trata da história da Ordem. É, mais ainda, a análise de como foi considerado o Carmelo Teresiano na história.»

«Há mais de 25 anos – escreve o autor na apresentação –, iniciei este trabalho de reflexão histórica: acompanhar cronológica e sincronicamente o desenvolvimento do Carmelo Teresiano na história, segundo os documentos contemporâneos em cada momento.»

Ou seja, explica, «examinar não a doutrina evangélica espiritual de Teresa, da qual é uma mestra exímia reconhecida na Igreja, mas o que ela chamava de ‘sua obra’ – ‘obra de Deus’ antes de tudo –, a criação como carmelita de uma nova forma de vida contemplativa e apostólica, e sua vitalidade na história».

A reflexão e a documentação apresentada confirmam o projeto ao longo das páginas (750 e 544). A obra do Pe. Domingo Fernández de Mendiola é uma análise documentada sobre o tema.

O livro ajuda a conhecer o nascimento e primeiro desenvolvimento do Carmelo Teresiano. «É um aprofundamento excepcional sobre nosso carisma na Igreja», afirma a OCD.

Tema emergente nesta perspectiva é a vocação missionária do Carmelo «ex ventre» da Madre Teresa de Jesus.

Uma nota a destacar, afirma a OCD, «é a redação serena, que nunca se detém em polêmicas. Não é um livro de consulta, mas de leitura integral para esclarecer idéias, para reforçar convicções que se refiram à nossa vocação».

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DO DIA 12/03/2008 - MENSAGEM DO PAPA A CHIARA

Mensagem do Papa à fundadora dos focolares, hospitalizada

Chiara Lubich na Policlínica Gemelli

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 12 de março de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI enviou uma mensagem de alento à fundadora do movimento dos Focolares, Chiara Lubich, que se encontra hospitalizada na Policlínica Gemelli, em Roma.
A presidente dos Focolares, de 88 anos, havia chegado ao hospital para submeter-se a um check-up que havia sido programado em fevereiro passado, mas experimentou dificuldades respiratórias.

Segundo informa o professor Salvatore Valente, catedrático de Pneumologia na Policlínica Gemelli: «Persiste a insuficiência respiratória grave, que precisa de uma assistência de oxigênio. Por enquanto, ela não registra uma tendência à recuperação de uma autonomia respiratória adequada».

Nos dias passados, Chiara Lubich recebeu uma carta do Papa Bento XVI, na qual ele lhe envia «uma benção especial».

«Estou informado das provas que você está vivendo e desejo assegurar-lhe neste difícil momento minha lembrança na oração, para que o Senhor lhe dê o alívio físico, o consolo espiritual e lhe mostre sinais de sua benevolência, fazendo-lhe experimentar o valor redentor do sofrimento vivido em profunda comunhão com Ele.»

O patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, que estava em Roma para encontrar-se com Bento XVI, visitou Chiara Lubich, vivendo com ela um momento «rico de espiritualidade e de profunda comunhão», segundo explica um comunicado emitido pelo movimento dos Focolares.

Ao final, o patriarca ortodoxo afirmou: «Quis vir para apresentar minha saudação pessoal e a do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla à queridíssima Chiara Lubich, que tanto ofereceu e oferece com sua vida a toda a Igreja. Também lhe enviei com gratidão minha bênção. Sinto-me feliz por ter podido visitá-la».

Em dias passados, Chiara Lubich recebeu a visita do cardeal Miloslav Vlk, arcebispo de Praga, e do professor Andrea Riccardi, fundador da Comunidade de Sant’Egidio.

O comunicado enviado pelos Focolares à Zenit explica que chegaram também mensagens de proximidade de amigos judeus, muçulmanos, budistas e hindus.

Mais informação em http://www.focolare.org

MISSA POR CHIARA COL.STº ANTº Rua Pernambuco - Savassi. BH.

Atenção Amigos:
Chiara, falecida esta madrugada, será velada na Igreja de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, porque é uma igreja muito grande.
Acabo de falar com MUCIO, em Montet, via Skype e ele terá uma reunião em poucos minutos para decidirem a respeito da viagem do pessoal de Montet a Roma e em seguida me comunicará o local do enterro, que ainda não sabe.
Contudo o enterro será no dia 18/03/2008, terça-feira próxima.
Abraços, na Unidade dEsse forte Jesus Abandonado!
Otaviano.

Caríssima(o)s,

houve um engano sobre o horário da missa hoje no Colégio Santo Antônio, por Chiara:
é às 19:00h.
Com toda a nossa unidade, Jaidete e focolare
Nossa proposta para hoje é:

"Estabelecer-se na vontade do Pai do momento presente"

Nesta noite, às 2 horas da manhã, hora italiana (22:00h de ontem) Chiara encontrou o seu Esposo.
Logo logo enviaremos mais notícias.
Em Belo Horizonte, teremos uma Santa Missa às 19:00h celebrada em
sulfrágio de Chiara.
Será na Igreja do Colégio Santo Antonio, Bairro Funcionários, à Rua Pernambuco.
Esperamos todos e todas. Pedimos que avisem às pessoas de seu grupo, núcleo, àquelas com quem puder falar ao telefone, pessoalmente ou por email.
Permaneçamos unidos mais do que nunca em Chiara, já no Paraíso.
Um abraço, Jaidete e focolare

Carta de Eli a respeito da saúde de Chiara.

Rocca di Papa, 11.3.2008




Al Centro dell’Opera
Al Consiglio generale
Al Centro di Coordinamento
Ai delegati dell’Opera in zona



Carissimi pope e popi,

superata l’emorragia intestinale, il problema respiratorio rimane serio. Chiara continua a seguire i problemi dell’Opera e la corrispondenza prendendo decisioni importanti.

Il giorno 6 u.s. il Patriarca Ecumenico di Costantinopoli Bartolomeo, essendo venuto a Roma, ha voluto visitare Chiara portandole la sua benedizione, il suo augurio: “che possa fare ancora tanto per la Chiesa di Cristo”. E’ stato un momento molto profondo.

Più che mai in unità

Caríssimos popas e popos,
superada a hemorragia intestinal, o problema respiratório permanece sério. Chiara continua seguindo os problemas da Obra, a correspondência e tomando decisões importantes.
No último dia 6 o Patriarca Ecumênico de Constantinópolis Bartolomeu, estando em Roma, quis visitar Chiara, trazendo a sua bênção e os seus votos “que possa fazer ainda muito pela Igreja de Cristo”. Foi um momento muito profundo.
Mais do que nunca em unidade,
Eli.

sábado, 1 de março de 2008

" FAZER HUMILDEMENTE A VONTADE DE DEUS "

Bom dia !!

Reconhecer os próprios limites e recomeçar em cima de um fracasso é sinal de humildade. De nada adiante iludir-se com práticas formais de boa conduta, quando o nosso coração não é humilde o suficiente para reconhecer um erro.
Com essa atitude somos justificados diante de Deus e ganhamos força e crédito para continuar fazendo a sua vontade.
Até mesmo diante da justiça humana um réu confesso tem a sua pena reduzida.
Portanto, se quisermos ser justificados, ter benefícios, ser grandes diante de Deus, temos que cultivar em nós a humildade.
Sobretudo nunca vangloriar-se de ser justo. Um coração arrependido torna-se um coração prevenido.
Para hoje, dia 01 de Março:

" FAZER HUMILDEMENTE A VONTADE DE DEUS "

Abraços,
Apolonio


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Apolonio Carvalho Nascimento
apoloniocnn@gmail.com
Tel.: 00243/817200034

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

" FAZER COM TODO O NOSSO SER A VONTADE DE DEUS DO MOMENTO PRESENTE "

Bom Dia !!

Quando alguém dá tudo de si na realização de alguma obra, o seu nome fica gravado para sempre. Ver a obra é recordar o seu autor.
Se isso acontece com as pessoas que fazem a história, acontece também no nosso relacionamento com Deus. Se damos tudo de nós mesmos na realização de sua vontade sobre nós, depois seremos reconhecidos pelo nosso feito.
Na história dos heróis da vida cristã, um deles que dizia "Eu sou a vontade de Deus sobre mim". Certamente Deus o reconheceu assim. E recebeu também o reconhecimento da própria Igreja que o proclamou como exemplo de vida.
Não precisa tornar-se um herói, basta fazer bem as pequenas coisas e o nosso nome ficará gravado para sempre em todos os nossos atos.
Para hoje, dia 29 de Fevereiro:

" FAZER COM TODO O NOSSO SER A VONTADE DE DEUS DO MOMENTO PRESENTE "

Abraços,

Apolonio

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

" FAZER COM O CORAÇÃO A VONTADE DE DEUS DO MOMENTO PRESENTE "

----- Original Message -----
From: Apolonio Carvalho Nascimento
To: undisclosed-recipients:
Sent: Tuesday, February 26, 2008 9:46 AM
Subject: Senha do dia 26.02.08

Bom dia !!

Fazer as coisas constrangidos pela autoridade de alguém ou apenas para se ver livre de uma obrigação, é algo muito triste. Nem a pessoa que realiza nem a que comanda ficam satisfeitos. Que é que fica contente de ver alguém fazer a sua vontade somente por constrangimento ou por obrigação?
Mesmo as nossas obrigações podem ser feitas a partir de uma decisão interior que muda tudo. Podemos fazer com o coração. Podemos colocar o nosso próprio ser naquilo que fazemos. Mesmo que seja um comando torna-se, por essa atitude de minha parte, uma ação minha, de minha própria iniciativa.
Onde colocamos o nosso coração encontramos alegria e satisfação. Se de nossa parte isto é verdadeiro, o é também da parte de quem nos "comanda".
Esta mesma atitude podemos ter diante de cada vontade de Deus.
Para hoje, dia 26 de Fevereiro:

" FAZER COM O CORAÇÃO A VONTADE DE DEUS DO MOMENTO PRESENTE "

Abraços,
Apolonio

" CONFIAR NA VONTADE DO PAI NO MOMENTO "

" CONFIAR NA VONTADE DO PAI NO MOMENTO "
Bom Dia !!

Hoje logo cedo escutei o pensamento de alguém sobre fé, que gostei muito. Dizia que "a verdadeira fé não espera sinais extraordinários, manifestações milagrosas, ela é apenas uma total confiança".
A fé que depende de sinais, milagres, fenômenos sobrenaturais, quando estes faltam, também a fé desaparece.
Mesmo nos nossos relacionamentos, quando alguém exige do outro uma prova de amizade, de amor, de fidelidade, é porque a confiança não existe. Se o relacionamento é verdadeiro e recíproco não existe a necessidade de exigir provas.
Quando nos dirigimos a Deus, devemos ter fé sobretudo em seu amor que pensa em todas as nossas necessidades. Daí, não é necessário pedir sinais para poder alimentar nossa fé. O maior sinal é o seu amor gratuito e infinito por cada um de nós.
para hoje, dia 03 de Março:

" CONFIAR NA VONTADE DO PAI NO MOMENTO "

Abraços,
Apolonio


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Apolonio Carvalho Nascimento
apoloniocnn@gmail.com
Tel.: 00243/817200034

" CONFIAR NA VONTADE DO PAI NO MOMENTO "

Bom Dia !!

Hoje logo cedo escutei o pensamento de alguém sobre fé, que gostei muito. Dizia que "a verdadeira fé não espera sinais extraordinários, manifestações milagrosas, ela é apenas uma total confiança".
A fé que depende de sinais, milagres, fenômenos sobrenaturais, quando estes faltam, também a fé desaparece.
Mesmo nos nossos relacionamentos, quando alguém exige do outro uma prova de amizade, de amor, de fidelidade, é porque a confiança não existe. Se o relacionamento é verdadeiro e recíproco não existe a necessidade de exigir provas.
Quando nos dirigimos a Deus, devemos ter fé sobretudo em seu amor que pensa em todas as nossas necessidades. Daí, não é necessário pedir sinais para poder alimentar nossa fé. O maior sinal é o seu amor gratuito e infinito por cada um de nós.
para hoje, dia 03 de Março:

" CONFIAR NA VONTADE DO PAI NO MOMENTO "

Abraços,
Apolonio


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Apolonio Carvalho Nascimento
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Dom Redovino Rizzardo, bispo de Dourados x Big Brother

Big Brother: «a vida como ela é» sempre que o amor é substituído pelo egoísmo

Bispo brasileiro comenta programa televisivo


Por Alexandre Ribeiro



DOURADOS, segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- Segundo um bispo brasileiro, o «Big Brother» mostra «a vida como ela é» sempre que o amor é substituído pelo egoísmo.

Dom Redovino Rizzardo, bispo de Dourados (Mato Grosso do Sul, centro-oeste do Brasil), comentou sobre o programa febre mundial e que é exibido em sua oitava edição pela maior rede de televisão brasileira desde o dia 8 de janeiro.

O bispo lembra primeiramente --no artigo difundido por sua diocese esta segunda-feira-- que, em sua origem, o Big Brother (Grande Irm&ati lde;o) é o personagem central do romance “1984”, publicado em 1948, pelo escritor inglês George Orwell.

«Preocupado com o totalitarismo soviético, Orwell imagina uma sociedade dominada por um ditador, que se autodenomina “Grande Irmão”. Nela, os cidadãos são permanentemente vigiados por câmeras instaladas em toda a parte, a começar de suas casas.»

«Certamente, o autor jamais teria imaginado que sua profecia se realizaria em regimes que se dizem democráticos», comenta.

Dom Redovino destaca que a emissora Rede Globo afirma que o «Big Brother» apresenta «‘a vida como ela é’ na realidade de cada dia, em cada ambiente, inclusive na família –, e não como imaginamos ou queremos que seja.»

De acordo com o bispo, na verdade, o programa mostra «‘a vida como ela é’ sempre que o amor é substituído pelo egoísmo: o outro passa a ser visto como concorrente e rival, que precisa ser destruído para que eu possa vencer».

«No espetáculo, o que parece imperar a velas soltas é o princípio maquiavélico de que o fim justifica os meios. O que importa é atingir o objetivo, mesmo que, para isso, tudo fique em segundo lugar, inclusive a respeito e a dignidade da pessoa humana.»

Se assim for --prossegue o prelado--, «a Rede Globo tem razão»: «o Big Brother é a cara de um Brasil sem princípios, sem valores e sem rumo e, por isso mesmo, malandro, corrupto e violento – o oposto da pátria que desejamos e ajudamos a construir se... ficarmos longe de shows tão malfadados!»

De acordo com o bispo, «o comportamento dos componentes do Big Brother e do público são expressões de imaturidade human a e não refletem o que o ser humano tem de melhor».

Dom Redovino comenta ainda que o programa estimula a ilusão de entrar em um mundo virtual televisivo «onde tudo é fácil e permitido, e a felicidade depende de determinados produtos».

«Basta olhar a fisionomia dos atores nos anúncios publicitários. Será que pode existir um sonho melhor do que ganhar dinheiro e fama sem fazer nada?», comenta.

De acordo com o bispo, a «imensa maioria da população brasileira tem uma existência dura, sofrida e trabalhosa, exatamente o contrário do que acontece no Big Brother».

«No Big Brother, o participante vira espetáculo, uma espécie de marionete obrigada a satisfazer as necessidades da emissora (inclusive financeiras) e dos telespectadores.»

O bispo cita a edição de dezembro de 2007 da revista “Cidade Nova”, para enfatizar que «o programa sacrifica o que o ser humano tem de melhor: a capacidade de estabelecer relações verdadeiras, baseadas na gratuidade e na sinceridade».

sábado, 9 de fevereiro de 2008

" CRESCER NA VONTADE DE DEUS DO MOMENTO PRESENTE "

Original Message -----
From: Apolonio Carvalho Nascimento
To: undisclosed-recipients:
Sent: Friday, February 22, 2008 3:35 AM
Subject: Senha do dia 22.02.08

Bom dia !!

Em qualquer situação em que nos encontremos, se soubermos viver bem e intensamente cada momento, sairemos mais amadurecidos, mais crescidos e melhores. Sobretudo nos momentos difíceis. Momentos de incompreensão, problemas de relacionamento ou qualquer outro tipo de dificuldade. Às vezes, não podemos fazer nada do ponto de vista prático, devemos estar aparentemente imóveis, apenas em uma atitude de aceitação.
Se nos movemos com o intuito de nos liberarmos da cruz onde estamos pregados, só aumentamos o suplício. Em certos momentos devemos viver somente com a fé na ressurreição.
Se vivo bem uma dificuldade, afrontando tudo com serenidade, a luz não me falta e estarei apto para buscar a solução. Por isso sempre se compara o crescimento espiritual a uma subida (ascese). A certeza da meta a alcançar nos coloca já, de certo, modo no cume da montanha, de onde se avista com clareza o horizonte.
Para hoje, dia 22 de Fevereiro:

" CRESCER NA VONTADE DE DEUS DO MOMENTO PRESENTE "

Abraços,
Apolonio

" OBEDECER À VONTADE DE DEUS DO MOMENTO PRESENTE "

Bom dia !!
Obedecer quando o que nos é pedido coincide com o que pensamos e desejamos é muito fácil. O difícil é obedecer quando aparentemente parece nos tolher a liberdade.
Isso acontece algumas vezes com a vontade de Deus. Só que na verdade o que Deus quer de nós é que estejamos sempre no amor, em qualquer situação, em qualquer circunstância. É o próprio amor que vai nortear as nossas atitudes. Estando no amor sabemos ao que dizer sim e ao que dizer não. Essa é a verdadeira obediência e a verdadeira liberdade.
Para hoje, dia 21 de Fevereiro:
" OBEDECER À VONTADE DE DEUS DO MOMENTO PRESENTE "
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Apolonio Carvalho Nascimento
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" MATAR A SEDE NA VONTADE DO PAI DO MOMENTO PRESENTE "

Original Message -----
From: Apolonio Carvalho Nascimento
To: undisclosed-recipients:
Sent: Wednesday, February 20, 2008 3:45 AM
Subject: Senha do dia 20.02.08
Bom Dia !!
Temos sede de muitas coisas.
Observo que se temos sede de coisas positivas e tentamos realizá-las, alcançamos um bom nível de saciedade e entendemos que vale a pena viver assim. Por exemplo, a sede de doar-se aos outros ou pelo menos a alguém que amamos muito, sede da verdade, da justiça, do bom lazer, do saber, de amar.
Já o contrário, se alimentamos a sede dos vícios, da vingança, de poder, de ódio, nunca conseguimos atingir a saciedade. É uma sede que nos escraviza e nos arrasta para a infelicidade, tanto nossa como de quem está ao nosso lado.
Os sentimentos fortes nos cegam e quando percebemos, estamos dentro de um buraco que cavamos com as próprias mãos. Precisa muita fé para fazer o caminho de volta e retomar a estrada certa.
Mais vale tentar matar a sede no "poço de água viva". E temos essa oportunidade a cada instante do nosso dia.
Para hoje, dia 20 de Fevereiro:
" MATAR A SEDE NA VONTADE DO PAI DO MOMENTO PRESENTE "
Abraços,
Apolonio

" DISPONÍVEIS À VOZ DO ESPÍRITO NO MOMENTO PRESENTE "

Bom dia !!
O Espírito Santo nos fala a todo instante sugerindo o que fazer e não tanto o que dizer. Sim, porque quando falamos de Espírito Santo, a primeira idéia que nos vem em mente é alguém que sabe falar bonito, dizer coisas belas sobre Deus, sobre a vida. Isto também é verdade, mas se é realmente fruto do Espírito é também fruto da vida. O falar é somente o testemunho de uma vida guiada por Ele.
Algumas vezes recebo mensagens com agradecimentos e até elogios sobre estas pequenas reflexões que faço. Eu dirijo imediatamente todos os méritos a Ele. Se digo algo que pode servir aos outros e a mim mesmo, é porque o Espírito guia primeiramente os meus passos, depois me sugere também as palavras.
Isto é possível a todos. Logicamente não podemos impor ao Espírito que esteja disponível quando queremos. Antes devemos ser nós a estar disponíveis vivendo no amor. "A quem me ama eu me manifestarei", foi esta a regra que Ele estabeleceu como condição para nos ajudar.
Para hoje, dia 19 de Fevereiro:
" DISPONÍVEIS À VOZ DO ESPÍRITO NO MOMENTO PRESENTE "
Abraços,
Apolonio
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" VIVER GENEROSAMENTE A VONTADE DE DEUS DO MOMENTO PRESENTE "

Sent: Monday, February 18, 2008 3:29 AM
Subject: Senha do dia 18.02.08
Bom Dia !!
O que significa realmente ser generoso?
Dar o que para nós é supérfluo é algo de bom, mas ainda não é a verdadeira e completa generosidade. A nossa medida de doação é feita segundo uma escala de valores ditada pelo nossos apegos.
Ser generoso significa desapego total e doação sem medidas. Logicamente não precisa se desfazer dos bens. Administrá-los com justiça e levar em conta as necessidades de quem está ao nosso lado, é o ideal.
Generosidade não é apenas dar. É oferecer a si mesmo no dom que se faz, mesmo que seja aparentemente de pouco valor.
O melhor exemplo de generosidade está na passagem do Evangelho que fala da oferta da pobre viúva no templo. Ela ofereceu apenas duas moedas, enquanto o rico ofereceu muitos dons. Porém, a análise que fez Jesus é que quem deu mais na verdade foi a pobre viúva, porque deu tudo o que tinha. O rico por sua vez deu o que lhe sobrava.
Isto é generosidade, dar tudo, dar o próprio ser contido na oferta que se faz.
Para hoje, dia 18 de Fevereiro:
" VIVER GENEROSAMENTE A VONTADE DE DEUS DO MOMENTO PRESENTE "
Abraços,
Apolonio
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Apolonio Carvalho Nascimento
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PESSOA, DIREITO E FRATERNIDADE, escrito pelo humanista Luis Fernando Barzotto, do Instituto Maritain do Rio Grande do Sul.

Pessoa, Fraternidade e Direito

Introdução: política e reconhecimento

No texto Reconciliación y reconstitución, Fernando Atria reflete sobre o processo de reconciliação ocorrido em vários países que tiveram sua normalidade democrática interrompida por governos de fato. Nesses países, ocorreram atrocidades que são considerados “crimes contra a humanidade” ou “crimes contra os direitos humanos”. A tortura é o exemplo mais típico desse tipo de crime e o torturador a figura típica que a sociedade redemocratizada deve integrar a si por meio de um processo político de reconciliação.
Atria aponta para o fato de que “reconciliação” é um conceito político cujo conteúdo pode ser melhor apreendido se for analisado na sua gênese teológica. “Em Cristo Deus nos reconciliou”, diz S. Paulo. Atria interpreta essa reconciliação a partir da revelação que Deus faz, na cruz do seu Cristo, da existência de um pecado universal: a vitimização do inocente. Ao vitimar o inocente, todos aprendem que são, em algum sentido, vítimas, vítimas de uma intoxicação pela força. Ao possuir a força, o ser humano é possuído por ela, tornando-se algoz do seu semelhante. Nesse processo, aquele que usa a força e aquele que a sofre são ambos desumanizados.
O modo de impedir a hybris da força é a comunidade política. Ela é a condição de possibilidade do reconhecimento da humanidade do outro, ao neutralizar a força dos indivíduos singulares pelo poder de todos. Nos regimes ditatoriais, a ruptura da comunidade política priva o detentor da força de reconhecer no outro a humanidade comum, o que também o desumaniza, ou seja, o torna uma vítima. A constatação de que todos são vítimas – torturador e torturado- é o fundamento da reconciliação, processo simétrico que só pode ocorrer entre iguais.
A tese desta comunicação é a de que a incapacidade dos torturadores de reconhecer a humanidade do outro é uma questão de ordem ética, mais do que política. Pretendemos compreender não somente aqueles que sucumbiram à tentação da força, torturando, mas aqueles que, em um estado de ausência de política, em um estado de natureza, recusaram-se a proclamar, nas palavras de Hobbes, “seu direito sobre todas as coisas, inclusive os corpos dos outros” . Pode-se interpretar a tortura e o torturador a partir de categorias políticas, e Atria o faz com brilho. Mas fica por explicar porque pessoas que estavam nas mesmas condições políticas dos torturadores recusaram-se, apesar das conveniências e ameaças, a mutilar a humanidade do outro e porque pessoas que estão em condições políticas ótimas, sucumbem à tentação do não-reconhecimento do outro.
A tese que pretendemos sustentar é que a fraternidade é a condição fundamental do reconhecimento, e não a comunidade política. E é ao conceito de fraternidade que pretendemos dedicar-nos a partir daqui. Para tanto, vamos recorrer à noção de ética da fraternidade desenvolvida por Max Weber, analisando-a na sua versão cristã.

1. A ética da fraternidade

Weber tratou do fenômeno moral na vida social através de vários tipos ideais. Dentre os mais conhecidos, estão a “ética da responsabilidade”, a “ética da convicção” e a “ética protestante”. Para o nosso tema, é relevante o tipo ideal por ele denominado “ética da fraternidade”.
Quando ele trata dos tipos de comunidade, refere a “comunidade de vizinhos”, aquela que repousa simplesmente “no fato da proximidade de residência.” A comunidade de vizinhos típica é a aldeia. Nela reina “o princípio, próprio da ética popular de todo o mundo: ‘como tu comigo, assim eu contigo’” . O princípio básico da ética comunitária, portanto, é o preceito conhecido como a “regra de ouro”.
Como diz Weber, no interior do grupo, valia “a simples reciprocidade: ‘assim como tu para mim, assim eu para ti’”, e portanto “o princípio do socorro fraternal regia limitado à moral interna: prestação gratuita de bens de uso, crédito sem juro, hospitalidade”, tudo “regido pelo princípio (...): hoje por ti, amanhã por mim.” Como a regra de ouro disciplinava somente as relações no interior do grupo, no trato com os os estranhos à comunidade, valiam outros padrões: admitia-se por exemplo, “a escravização permanente.” O pleno reconhecimento do outro está ligado assim, à pertença ao grupo. Determinar quem é o vizinho ou o próximo é uma questão moral central.
A ética da fraternidade da comunidade de vizinhança é uma ética particularista, ou seja, uma ética de reconhecimento restrito. Para enfrentarmos o problema que nos propomos, necessitamos de uma ética da fraternidade universalista, isto é, de reconhecimento pleno de todo ser humano como pessoa. Optamos neste texto, por analisar a ética cristã como exemplo da ética da fraternidade de tipo universalista.
Segundo Weber, o ensino ético de Jesus de Nazaré “contém também em si a ética de socorro originária da comunidade de vizinhança”, presidida como vimos, pela regra de ouro: “Como quereis que os outros vos façam, fazei também a eles.” A novidade introduzida por Jesus de Nazaré é a universalização do destinatário da reciprocidade da regra de ouro. Na expressão de Weber, a ética da fraternidade do Evangelho repousa sobre “o sentimento de amor fraternal, referido este preceito universalmente a todo aquele que neste momento, é o próximo.”
É na parábola do bom samaritano (Lc 10, 25-37) que buscaremos uma síntese da ética da fraternidade, nas suas duas dimensões: a praxis (o reconhecimento) e a lei (a regra de ouro).

2. A parábola da fraternidade: o bom samaritano.

Um legista (nomikós) pergunta a Jesus: “Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” Jesus responde: O que está escrito na Lei (nomos) ? Como lês?” Nestes dois versículos, o diálogo decorre no horizonte da Lei. O que interroga o faz na sua condição de especialista da Lei. A fala de Jesus também remete à Lei. Na sua resposta, o legista faz duas citações da Lei: Deuteronômio 6, 5 (o amor a Deus) e Levítico 19, 18: “Amarás teu próximo como a ti mesmo”.
Diante da concordância de Jesus com sua resposta, o legista formula a questão: “E quem é meu próximo?” Segundo o exegeta Joachim Jeremias , “a pergunta do legista era justificada porque a resposta era discutida. De fato, reinava o acordo que próximo significava o membro do povo de Israel incluindo o prosélito pleno, mas não se estava de acordo sobre as exceções”: os fariseus inclinavam-se a excluir os não-fariseus, os essênios excluíam os “filhos das trevas”; outras correntes excluíam os hereges e era muito difundida a idéia de que o inimigo pessoal não era próximo.
Para a praxis da Lei, não basta o conhecimento da Lei. Para o cumprimento do amor ao próximo, é necessário o reconhecimento do outro como próximo. A parábola que Jesus narra não tem por finalidade aprofundar o conhecimento jurídico-teológico do legista, mas a sua capacidade de reconhecimento do outro. A parábola não tenta informar sobre o conteúdo de um conceito, mas gerar uma atitude no ouvinte. O saber que pretende transmitir não é proposicional, mas existencial.
Um homem (anthropos) encontra-se caído na estrada de Jerusalém a Jericó, ferido por assaltantes. Essa estrada de aproximadamente 27 Km, era mal afamada por causa dos freqüentes assaltos. Temos, portanto, uma cena provável, em um lugar conhecido, o que predispõe o legista a situar-se na cena e a identificar-se com os personagens.
Um sacerdote e um levita evitam aproximar-se do homem caído: “viram e passaram adiante” (vv. 31-32). O homem caído não tem qualificações. Não se sabe se ele é judeu ou estrangeiro, pagão ou prosélito, essênio ou fariseu. Ao evitar aproximar-se para determinar se o homem caído é próximo ou não pelos critérios convencionais, o mandamento perde qualquer conteúdo, mesmo restrito. Como identificar o próximo no homem caído sem aproximar-se dele? O sacerdote e o levita, dois personagens que conhecem a Lei, não se aproximam do homem ferido. Para eles, não haverá próximo, em qualquer sentido, o que significa que aqui e agora, não há nenhuma obrigação, nenhum mandamento, nenhuma Lei. Viram mas não reconheceram. Se o reconhecimento do próximo é necessário para dar um conteúdo ao mandamento do amor ao próximo, constata-se que só sabe quem é o próximo aquele que se aproxima.
Um samaritano é o personagem seguinte. Os samaritanos eram inimigos dos judeus, tanto do ponto de vista político como religioso. O samaritano está em viagem na Judéia, um lugar no qual só pode esperar hostilidade assim como o judeu Jesus, seguindo a cronologia de Lucas, há pouco tinha sido hostilizado pelos samaritanos ao atravessar seu território ( Lc 9, 51-55). Jesus conta que “o samaritano chegou junto dele, viu-o e encheu-se de compaixão” (v.33)
Como estrangeiro, o samaritano não pode guiar-se no seu gesto por uma ética particularista da fraternidade. Ninguém na Judéia é seu vizinho, a ninguém ele deve reciprocidade. Do mesmo modo, ele não se guia por um código de hospitalidade, que disciplinaria as relações entre os membros do grupo e o estrangeiro. Ele é o estrangeiro. O samaritano tem todos os motivos para considerar aquele que está caído um inimigo, pois está na Judéia.
Contudo, o samaritano “chegou junto dele”. Não dá a volta, não dá as costas, não prossegue a viagem. É a primeira atitude de acolhimento do outro como pessoa, o primeiro ato do processo de reconhecimento: transcender a si mesmo e caminhar em direção ao outro. O samaritano desloca a sua atenção da sua viagem, dos seus fins, para colocá-la no outro. Ao aproximar-se, “viu-o”. Não o viu como o levita e o sacerdote, que “viram” e deram a volta. O que eles viram foi um vulto humano, alguém com aparência humana, como viram também pedras e árvores no caminho. Ao aproximar-se, o samaritano vê o outro na sua integralidade. Ele está tão próximo que qualquer qualificação do outro que procure descaracterizá-lo como próximo não é mais possível. Ele vê uma pessoa, não um judeu, samaritano, romano, fariseu ou essênio. Toda qualificação ulterior é irrelevante: o samaritano, viu o outro ao reconhecê-lo, e portanto, tornou-se cego para qualquer discriminação.
“Encheu-se de compaixão”: o samaritano vê o sofrimento do outro, vê sua vulnerabilidade e identifica-se com o outro. A vulnerabilidade do outro é a de qualquer pessoa, é a sua. Também com ele isso poderia ter acontecido: não está também ele em uma estrada perigosa? Há uma solidariedade que brota da consciência de uma fragilidade comum, há uma comoção que é a capacidade de reproduzir em si o que o outro sente. Ele não pensa em si como superior ou invulnerável, ele não se acha seguro e assim, indiferente ao sofrimento alheio. O outro é pessoa como ele, partilha as mesmas carências e necessidades. O que ocorre com ele pode ocorrer consigo. Reconhecer o outro é ter compaixão, isto é, identificar-se com ele, considerando-o uma pessoa igual a si.
A comoção do samaritano não é estéril. Ele auxilia eficazmente o ferido, transportando-o e cuidando dele. O samaritano, provavelmente um comerciante, suspende sua viagem. Deixa de ocupar-se com suas necessidades e concentra-se nas necessidades do homem caído. O legista descreve o samaritano como “aquele que usou de misericórdia” (v. 37) para com o ferido. Na tradição cristã, o termo misericórdia descreve a atitude daquele cujas ações têm por objetivo o bem do próximo. Reconhecer o outro é exercer a misericórdia em seu favor, é assumi-lo como fim.
O samaritano soube reconhecer o outro como pessoa. Ele realiza um comportamento que não é pensável nos limites da ética da fraternidade da comunidade de vizinhança. Não há nenhuma mediação comunitária entre ele e o homem que foi socorrido.
Vamos tentar sistematizar a ética da fraternidade pressuposta no comportamento do samaritano.

3. A praxis da fraternidade: o reconhecimento

Analiticamente, vamos distinguir três momentos da atividade de reconhecimento, na sua dupla dimensão: a atitude de quem reconhece (dimensão subjetiva do reconhecimento) e o conteúdo reconhecido (dimensão objetiva do reconhecimento). A idéia é que o reconhecimento é uma resposta à existência do outro como pessoa, a única resposta correta diante do fato de sua personalidade.

a)Aceitação como resposta à personalidade: o ser humano é pessoa.
A percepção do outro como pessoa, como alguém e não como algo, pode ser expresso pelo termo aceitação. O juízo de aceitação de um ser humano como pessoa é um juízo de constatação de uma realidade. A personalidade é o modo de existência do ser humano, daquele ser que não é uma natureza, mas tem uma natureza. A pessoa não pode ser definida como uma essência, pois ela é um tipo de existência. A pessoa é uma alguém, e só se pode definir um algo, indicando sua natureza.
O legista pretendia um critério religioso, político ou étnico para definir o próximo. Sua pergunta, “Quem é o próximo?” pressupunha que “próximo” era uma classe de indivíduos com um critério de inclusão e exclusão definido: o vizinho, o compatriota o membro do grupo religioso. Sua pretensão de uma definição do próximo, que limite os seus deveres face aos demais é frustrada pela parábola: o próximo não é definido, pois o próximo é pessoa. Pessoa não é o nome de uma classe, da qual alguns poderiam ser excluídos, mas um nome próprio geral, o nome que refere um “indivíduo indeterminado”.

b)Reciprocidade como resposta à igualdade: as pessoas são iguais.
A constatação de que o outro partilha comigo a condição de pessoa, impõe a igualdade entre as pessoas: o que é válido para ti como pessoa, é válido para mim como pessoa. Como a pessoa não é uma essência que pode ser conhecida a priori, e de cujas características constitutivas poderiam ser derivados a priori certos deveres e direitos, deve-se partir da própria experiência subjetiva como pessoa para considerar o outro como pessoa: o próximo é um “outro eu”. Devo ao outro o que considero que ele deve a mim. A reciprocidade entre as pessoas é a fonte dos direitos e deveres iguais.
A narrativa da parábola, ao inverter o próximo-objeto da fraternidade (quem é meu próximo?, v. 29) para o próximo-sujeito da fraternidade (quem foi o próximo?, v. 36), visa manifestar a irracionalidade de se estabelecer um limite à fraternidade. Não querer ser próximo do samaritano significa não querer ser auxiliado pelo samaritano se estivesse na situação do homem ferido. Limitar a fraternidade em relação aos outros é limitá-la em relação a si. Ao restringir o âmbito daqueles que eu reconheço como pessoas, diminui o espaço no qual posso ser reconhecido como pessoa, uma vez que somente pessoas podem reconhecer outras pessoas.

c)Responsabilidade como resposta à dignidade: a pessoa é fim.
A responsabilidade por outrem é o ápice do processo de reconhecimento. Reconhecer o outro como pessoa é reconhecer sua dignidade. A dignidade da pessoa exige mais do que respeito, exige responsabilidade. Assumir a responsabilidade por outrem significa assumi-lo como fim, o que é mais do que não tratá-lo como um meio. Significa suspender a consideração de si mesmo como fim para, livremente, colocar-se a serviço do outro, criando as condições para que ele possa assumir-se como fim.
O samaritano fez-se próximo do homem caído. Isso ocorreu no momento em que ele deu prioridade às necessidades do outro, em detrimento dos seus próprios interesses. A proximidade define-se pelo grau de responsabilidade pelas necessidades do outro: “A proximidade de outrem” se dá pelo “fato de que outrem não está simplesmente próximo de mim no espaço, ou próximo como um parente, mas que se aproxima essencialmente de mim enquanto me sinto – enquanto sou – responsável por ele.”

4. A lei da fraternidade: a regra de ouro

O preceito constitutivo da ética da fraternidade é a regra de ouro, como foi visto em Weber. Vamos tentar uma análise sistemática, à luz da parábola do bom samaritano.

a) O conteúdo da lei: a solidariedade.
O que se deve? O preceito possui um conteúdo: são as ações que visam o bem de outro. Na tradição cristã estas ações vem designadas como “obras de misericórdia” e no vocabulário moderno, como “atos de solidariedade”. A solidariedade é o “empenho pelo bem do próximo” .
Ao agir solidariamente em relação ao ferido, o samaritano testemunha que assumiu o bem do outro como seu fim. Nas palavras de Tomás, “não se ama o próximo por própria utilidade e prazer, mas simplesmente porque para o próximo, como para si mesmo, se quer o bem.”

b)O âmbito da lei: a universalidade.
A quem se deve? O preceito determina o âmbito de aplicação: a pessoa humana, cujo bem será considerada o fim da regra. O alcance da regra é universal. Toda a história da humanidade tem sido a busca de critérios para não reconhecer o outro como pessoa. A ética da fraternidade é taxativa: todo ser humano é próximo, todo ser humano é pessoa.
O samaritano não coloca a pergunta “Quem é meu próximo?”. Ao se aproximar, ele fez do outro seu próximo. Sua atitude é de inclusão, e não de exclusão, como a do legista, cuja pergunta tem a finalidade de obter um critério de não-reconhecimento de outrem.

c) A aplicação da lei: a imparcialidade.
Como se deve? Este é o momento da reflexão, o momento em que a própria experiência de ser uma pessoa serve como parâmetro para determinar o que outro necessita como pessoa. O outro é visto como um “outro eu”. A imparcialidade é imposta pelo preceito.
O samaritano alcança ver a situação a partir do homem ferido, projetando-se nele: como eu gostaria de ser tratado nesta situação? A capacidade de ver a situação, colocando-se do ponto de vista do outro, é que orientou a conduta do samaritano.

Conclusão: a fraternidade como condição do reconhecimento

“Quem é meu próximo?” “Os bárbaros são inferiores?” “Os índios tem alma?” “Os africanos podem ser escravizados?” “Os prisioneiros de Guantánamo são prisioneiros de guerra?” “Em que condições posso usar a tortura?” Aquele que se coloca essas perguntas, e muitas delas foram colocadas em circunstâncias políticas ótimas, isto é, democráticas, é incapaz de reconhecer o outro como pessoa.
Essa incapacidade de reconhecer a humanidade do outro pode ser chamada de alienação. A alienação “é a situação ou uma condição de um ser humano que não lhe permite fazer a experiência de outro ser humano como um outro eu”.
A fraternidade é a virtude que torna o ser humano capaz de reconhecer o outro. A alienação é o vício oposto a essa virtude. O homem fraterno não pergunta “Quem é meu próximo?” A pergunta não é legítima. Colocar condições para reconhecer o outro significa alienar-se dele. Para a ética da fraternidade, perguntar pelo próximo é perdê-lo.

BIBLIOGRAFIA

AQUINO, Tomás. Suma de Teologia, vol. III. Madri: BAC, 1995.
ATRIA, Fernando. Reconciliación y reconstitución. Porto Alegre, 2004.
HOBBES, Thomas. Leviatã. São Paulo: Abril, 1983.
GROCHOLEWSKY, Zenon. A filosofia do direito de João Paulo II. São Paulo: Paulinas, 2004.
JEREMIAS, Joachim. As parábolas de Jesus. São Paulo: Paulinas, 1976.
JOÃO PAULO II. Sollicitudo rei socialis. Vaticano, 1987.
LEVINAS, Emanuel. Ética e infinito. Lisboa: Edições 70, 1988.
SPAEMANN, Robert. Personas. Pamplona: Eunsa, 2000.
WEBER, Max. Economia y sociedad. México: Fondo de cultura económica, 1993.
___________. “Excurso: teoria de los estadios y direcciones del rechazo religioso del mundo” in WEBER, M. Ensayos sobre sociologia de la religión, vol I. Madri: Taurus, 1992.
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Fonte:
Artigo do humanista Luis Fernando Barzotto, do Instituto Maritain do Rio Grande do Sul.
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