terça-feira, 11 de setembro de 2012
MENSAGEM DE EMMAUS - Let´s bridge
Texto não definitivo – 18/08/2012
Sob embargo
Gen Fest 2012
Let’s bridge
Budapeste, 1º de setembro de 2012.
MENSAGEM DE EMMAUS
Caríssimas e caríssimos
Que emoção ver vocês daqui do alto! Ver esta multidão de jovens e saber que esperam uma palavra minha, uma mensagem, uma proposta concreta.
A primeira palavra que gostaria de lhes dizer é: OBRIGADA!
Obrigada por terem acolhido o convite para virem aqui em Budapeste, de todos os lugares do planeta, para construir juntos pontes de fraternidade e de paz!
Obrigada por terem enfrentado dificuldades e sacrifícios para testemunhar a vocês mesmos e a todos que, se o objetivo a ser atingido é válido, os jovens sabem doar-se completamente.
Mas quem sou eu para dizer-lhes ainda alguma coisa?
Realmente não teria coragem de abrir a boca se não sentisse que posso lhes falar em nome deste grande ideal de fraternidade universal que compartilho desde jovem e que agora – com os cabelos brancos – sinto ainda mais vivo, mais forte e irresistível do que nunca.
Viajando pelo mundo conheci jovens de ontem e de hoje; vi trasformarem-se as condições sociais em que vivem; vi desmoronarem muitas seguranças; vi o sofrimento por não encontrarem trabalho, por não conseguirem ter outros momentos e lugares de encontro a não ser o barulho vazio das discotecas ou o rumor das loucas corridas de moto… E tudo isso em rápida evolução, em contínua mudança, tornando quase impossível ancorar-se em algo seguro, ou subir um degrau que não treme. Vi crescer uma geração que tem medo. Medo de se iludir e de ser enganada; medo de dar algo de si e permanecer depois de mãos vazias; medo de se sentir sozinhos mesmo em meio a uma multidão.
Encontrei, porém, muitos jovens, entre os quais muitos de vocês, que, apesar de tudo isso, sabem que para a construção de um mundo mais unido, são necessárias mudanças primeiramente pessoais, e a seguir, escolhas radicais. E eles as fazem. Descobrindo-se irmãos, próximos e solidários, não obstante os sofrimentos e as diversidades, ou melhor, graças a isso, estabelecem verdadeiros relacionamentos de amizade. Resolvem, onde vivem, situações difíceis; transformam o ambiente circunstante, começando, amadurecendo e crescendo por meio de gestos quotidianos, das responsabilidades que assumem, da capacidade de dizer sim e não todos os dias.
E é esta geração que agora me conquista o coração e à qual gostaria de dar a mão para ajudá-la a dirigir os olhos para o alto.
Sim, digo a todos vocês: olhem para o alto. Mirem longe e encontrarão apoio seguro. Olhem para o amor que é Deus. Ele é o único que não engana. Somente ele dará solidez às suas vidas, nas alegrias e nos sofrimentos. Poderão chegar tempestades, mas não abalarão minimamente aqueles que escolheram permanecer Nele, da sua parte. Estejam do lado dele, procurando ver as coisas e o mundo com os seus olhos, e vocês serão pilares firmes de pontes novas sobre as quais caminharão seguros, e muitos outros os seguirão.
E não tenham medo! Sejam vocês mesmos e insiram-se na sociedade, colocando à disposição de grandes e pequenos a personalidade, a competência e os talentos de vocês. A contribuição que podem dar é única, irrepetível, diferente daquela dos adultos.
Eu, nós, a geração que os precede, olha para vocês com confiança por aquilo que são e fazem. Também vocês tenham a mesma confiança.
Os problemas do mundo que nos circunda, são para nós necessidades a serem atendidas, exigências de justiça, de verdade, de amor. Busquem todas as respostas nos ideais que hoje partilharam e na força que experimentaram, e ofereçam-nas com generosidade, começando a realizar cada esforço para atingir os grandes e maravilhosos projetos lançados, e que me deixaram muito contente.
Vocês são chamados a se doarem por algo imenso, deixando atrás de vocês algo imortal.
Para isso, é necessário agir imediatamente, começar, sem esperar e sem parar.
O Genfest, com a sua beleza e grandiosidade, é pouca coisa diante das necessidades da humanidade. O que são 12.000 jovens em comparação a cerca de dois bilhões de jovens do mundo?! No entanto, se os corações dos que estão aqui se transformarem, o mundo começará a mudar. E o coração se transforma se nele penetrar o único valor que os jovens de todas as latitudes reconhecem como o mais importante: o amor! Comecem, então, a amar concretamente.
O primeiro passo não é aquele das grandes ações, mas dos pequenos atos de amor que tornam a vida grande e têm o poder de mudar o mundo e incidir na sociedade. Sem medo de ter que realizar quem sabe o quê, mas estar perto de quem passa ao nosso lado. Isso siginifica amar a pessoa que trabalha no caixa do supermercado, dar atenção ao pobre que nos pede algo, aprender a arrumar a cama por amor ao companheiro de quarto, lavar os pratos por amor a quem comerá depois…
E não deixem cair as pontes construídas hoje.
A primeira ponte foi construída entre todos vocês. Vocês subiram nela e com certeza não querem mais descer. Vocês edificaram juntos uma parte de mundo unido e cada um leva consigo a força desta experiência, quer tenha participado antes, quer tenha tido contato somente hoje. Agora é algo novo!
Desta forma pode partir deste SportArena um único rio de amor.
Maximiliano Kolbe – que deu um grande testemunho do amor, doando a sua vida no lugar de um companheiro de prisão no campo de concentração – dizia: “somente o amor é criativo!”
E Chiara nos repetiu que “é necessário dar ao mundo um suplemento de alma, um suplemento de amor. Nós devemos dar isso”.
Então, coragem! Todos unidos nesta maravilhosa aventura! Emmaus
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