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terça-feira, 23 de agosto de 2016

"DEIXAR-SE CONDUZIR POR DEUS"

Bom dia ! 23 de agosto de 2016 "DEIXAR-SE CONDUZIR POR DEUS" "Veja, eu sou uma alma que passa por este mundo. Vi muitas coisas belas e boas, e fui sempre atraída somente por elas. Um dia vi uma luz. Pareceu-me mais bela do que as outras coisas belas e a segui. Percebi que era a Verdade". (Chiara Lubich) Acho que essa frase de Chiara resume o que significa deixar-se levar por Deus, isto é, fazer uma escolha decisiva pela verdade absoluta, a única que contém todas as outras verdades, que nos dá todas as respostas, que sacia completamente o nosso saber. Verdade que antecede o estudo e a ciência, que ilumina a todos com a sua sabedoria. Com ela vivemos a vida guiados pelo amor, levados pela força do bem que nos conduz ao Paraíso que está dentro de nós e em nosso meio. Abraços, -- Apolonio Carvalho Nascimento apoloniocnn@gmail.com Links: Blogg: parolafocolare.blogspot.com.br Site: www.focolares.org.br

O documental que explica quem foi João Paulo II às novas gerações

sábado, 13 de agosto de 2016

"MEDIR COMO GOSTARÍAMOS DE SER MEDIDOS"

Bom dia ! 13 de agosto de 2016 "MEDIR COMO GOSTARÍAMOS DE SER MEDIDOS" Devemos ter o cuidado de não sermos implacáveis nos nossos julgamentos. A mesma medida pode ser usada um dia a nosso respeito. O melhor é não julgar e não condenar impiedosamente. Lembremos que a misericórdia deve nortear a nossa vida. O que está errado por si só se destrói, basta que não encontre espaço em nosso coração. O amor corrige, orienta e dá bons conselhos, ele só usa a medida da misericórdia que analisa o outro pelo seu potencial para o bem. Abraços, Apolonio Carvalho Nascimento apoloniocnn@gmail.com Links: Blogg:parolafocolare.blogspot.com.br Site:www.focolares.org.br -- Você recebeu essa mensagem enquanto membro inscrito no grupo "Senha do dia" de google grupos. Para enviar uma mensagem a este grupo envia um email a apoloniocnn@googlegroups.com Para cancelar a inscrição a este grupo, envia um email a apoloniocnn+unsubscribe@googlegroups.com Se quiser visualizar a página do grupo visita o site abaixo: http://groups.google.it/group/apoloniocnn?hl=it?hl=pt-BR

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

PALAVRA DE VIDA DO MÊS DE AGOSTO DE 2016

P.VIDA_agosto 2016 2 2-HD (720p) from João Manoel Motta on Vimeo.

O Papa lança novo vídeo com sua intenção de oração de agosto: n esporte

‘Todo político pilhado na corrupção diz que é perseguido político’

Artigos POLITICA ENTREVISTA (FONTE: http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/todo-politico-pilhado-na-corrupcao-diz-que-e-perseguido-politico-diz-jurista-sobre-lula-na-onu/) ‘Todo político pilhado na corrupção diz que é perseguido político’, diz jurista sobre Lula na ONUModesto Carvalhosa, autor de 'o livro negro da corrupção', avalia que reação do ex-presidente não tem originalidade e que Organização das Nações Unidas não vai acolher apelo do petista alvo da Lava Jato 2 Julia Affonso 31 Julho 2016 | 08h00 Leia mais Veja outras entrevistas do Blog A sociedade clama pelo fim do foro privilegiado, diz procuradora ‘Uso de algema é vexatório? Não, porque é necessário’, diz procurador ‘Precisamos de governantes comprometidos com o combate à corrupção com mais do que palavras’ Procuradora defende ‘asfixia econômica e prisão’ para corruptos Professor Modesto Carvalhosa. Foto: Felipe Rau/Estadão Professor Modesto Carvalhosa. Foto: Felipe Rau/Estadão Autor de ‘O livro negro da corrupção’, crítico implacável dos malfeitos que sangram os cofres públicos, o jurista Modesto Carvalhosa acompanha o cenário político do País desde sempre e avalia: os esquemas investigados pela Operação Lava Jato são diferentes daqueles já descobertos em governos anteriores ao do PT. A Lava Jato desvendou formação de cartel e pagamento de propina a políticos a partir de contratos de empreiteiras com a Petrobrás entre 2004 e 2014. “O que houve foi uma organização da corrupção pelo PT. Enquanto os partidos anteriores, em governos anteriores, não havia nenhum planejamento para aparelhar o Estado para a corrupção”, afirma. Modesto Carvalhosa é professor e doutor em Direito e autor, entre outros livros, de ‘Considerações sobre a Lei Anticorrupção das Pessoas Jurídicas’ e ‘O Livro Negro da Corrupção’. O jurista vê com preocupação a atuação do Poder Legislativo no combate à corrupção. “Existem no Brasil duas forças que se debatem: a força que combate a corrupção, representada simbolicamente e na realidade pela Operação Lava Jato e pela força-tarefa do Ministério Público ligada à Operação Lava Jato, e do outro lado todas as forças para, no Congresso Nacional, legalizar a corrupção”, relata. Nesta entrevista, o professor avalia ainda a petição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Organização das Nações Unidas (ONU). O petista denuncia o juiz Sérgio Moro e os procuradores da República que atuam na Operação Lava Jato por “falta de imparcialidade” e “abuso de poder.” “Essa reação do Lula não tem nenhuma originalidade, porque instintivamente todo político no mundo quando é pilhado praticando corrupção diz que é perseguido político. Eu acho que a ONU não vai levar em consideração esse tipo de pedido que não tem originalidade nenhuma”, afirmou. LEIA A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA ESTADÃO: O que diferencia a corrupção investigada nos governos do PT para corrupção em governos anteriores? JURISTA MODESTO CARVALHOSA: Tem uma diferença, porque o governo do PT aparelhou as estatais e também, naturalmente, para o efeito de coletar recursos criminosos, indevidos da corrupção para o partido a para os partidos aliados e para os seus políticos. Do que resultou também uma pilhagem direta dos próprios agentes, operadores desse esquema. A diferença do governo do PT para os anteriores é que houve um planejamento para estabelecer a corrupção como já ocorreu no Mensalão, depois na Lava Jato e hoje já está em outras estatais e outros agentes públicos. ESTADÃO: A corrupção anterior era amadora? MODESTO CARVALHOSA: Não, não era um propósito de governo. Os governos não tinham o propósito de basear o seu poder na corrupção, enquanto o PT, por exemplo, nomeou diretores de estatais, ministros com a missão de canibalizar as estatais e recolher resultados a favor dele e de empreiteiras que eram aliadas do governo e que lhe davam, por sua vez, recursos que haviam pilhado das próprias estatais. Uma empreiteira consegue aditivos fraudulentos da Petrobrás e uma pequena parcela desses aditivos ela entregava para os partidos através de caixa 2, para os políticos diretamente, comissões de contratos. O que houve foi uma organização da corrupção pelo PT. Enquanto os partidos anteriores, governos anteriores, não havia nenhum planejamento para aparelhar o Estado para a corrupção. ESTADÃO: O ex-presidente Lula foi à ONU e acusou o juiz Sérgio Moro de ‘abuso de poder’. O que a ONU pode fazer em relação à investigação contra Lula na Lava Jato? MODESTO CARVALHOSA: O presidente da Transparência Internacional, José Carlos Ugaz contou que todo político corrupto diz que as ações do Estado, do Ministério Público e da Justiça contra ele é uma perseguição política. Essa reação do Lula não tem nenhuma originalidade, porque instintivamente todo político no mundo quando é pilhado praticando corrupção diz que é perseguido político. Eu acho que a ONU não vai levar em consideração esse tipo de pedido que não tem originalidade nenhuma. Ele está simplesmente repetindo o que todos os políticos pilhados em conduta de corrupção fazem: ‘sou perseguido político’. Ele está repetindo o que já se conhece, segundo a experiência do presidente da Transparência Internacional. ESTADÃO: Desde a condução coercitiva de Lula, tem havido um embate entre o ex-presidente e Moro. Na semana passada, Moro afirmou que Lula poderia ter sido preso com base nos grampos. O sr. acha que a condução coercitiva foi a medida judicial correta naquela ocasião? MODESTO CARVALHOSA: Foi correta, porque as acusações eram muito graves. Conforme a gravidade das acusações, a condução coercitiva é absolutamente normal. O que os políticos reclamam?Porque eles não são naturalmente presos comuns, não são pretos, não são pobres, eles são corruptos, milionários. Então, como você vai fazer condução coercitiva para um camarada, o Lula? Condução coercitiva é a coisa mais comum que existe em matéria de Polícia Federal e Polícia Estadual. Não tem nada de novo. Eu acho que a gravidade justificava perfeitamente a condução coercitiva até mesmo para evitar o tumulto. ESTADÃO: Recentemente, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) desengavetou um projeto de abuso de poder. Há no Congresso também projetos que tentam modificar termos da delação premiada, houve a polêmica Medida Provisória que tratava do acordo de leniência. A quem interessa esses projetos? MODESTO CARVALHOSA: Existem no Brasil duas forças que se debatem: a força que combate a corrupção, representada simbolicamente e na realidade pela Operação Lava Jato e pela força-tarefa do Ministério Público ligada à Operação Lava Jato, e do outro lado estão todas as forças para, no Congresso Nacional, legalizar a corrupção. Eles querem legalizar a corrupção e conseguir através de leis que eles estão apresentando a possibilidade de fugirem de serem levados à prisão. Tem esse famigerado projeto de lei 280 de 2016, de autoria do Renan Calheiros, que é exatamente para não admitir delação premiada de preso e outras medidas que eles estão providenciando. Além disso, existe também um projeto igual a Medida Provisória 703, aquela coisa horrorosa que a Dilma mandou para o Congresso, dizendo que ia haver acordo de leniência e daí não precisaria as empreiteiras pagarem nada ao governo, podiam voltar a contratar com o governo, um corpo de delito, um horror. O Congresso não tomou nem conhecimento dessa Medida Provisória. Acontece que tem um Projeto de Lei 5208/2016 que é exatamente igualzinho à Medida Provisória da Dilma que permite que as empreiteiras façam lá uma bobagem, um ritualzinho, dizendo que é acordo de leniência, com isso elas não têm mais de pagar a multa pelo crime de corrupção, ficam todos os processos que o Ministério Público ingressou contra elas. Esse projeto está solto no Congresso. Você tem essas medidas terríveis. ESTADÃO: Como avalia a decisão do Supremo de mandar prender após condenação em segunda instância? MODESTO CARVALHOSA: Por outro lado, o Supremo Tribunal Federal, por manifestação de dois dos seus ministros, está derrogando a própria decisão majoritária da própria Corte. Uma vez condenado em segunda instância, o criminoso será encarcerado. Eu acho essa medida perfeita, corretíssima. Mas já dois ministros, em casos diferentes,… O Celso de Mello, em caso de um assassino, que não tem nada a ver com corrupção, aproveitou para dizer que não, só em trânsito em julgado que o assassino poderá ser preso. Ou seja, não será preso nunca. O ministro (Ricardo) Lewandowski, em caso típico de corrupção, declarou que não pode haver a prisão do prefeito, só quando tiver o trânsito em julgado. Os próprios ministros estão derrogando a decisão majoritária do Supremo que consagrou o princípio da prisão após a condenação em segunda instância. Aí também há uma legalização da corrupção, porque se os corruptos forem presos só depois de que haja trânsito em julgado e todos os recursos que os milionários advogados que eles contratam vão conseguir, o que vai ocorrer? Não serão presos nunca. Ou por prescrição ou porque morrerão muito antes de serem condenados. São coisas terríveis que estão ocorrendo. De um lado você tem a Lava Jato que leva a realmente a um combate à essa chaga da corrupção no Brasil, do outro lado você tem forças dentro do próprio Estado que querem legalizar corrupção e impedir que os corruptos sejam presos e condenados, que é o caso do Supremo com essas duas decisões e do Poder Legislativo, que está armado para melar completamente a questão das investigações e dos processos de corrupção. ESTADÃO: O Poder Executivo e o Legislativo estão fazendo pouco no combate à corrupção? MODESTO CARVALHOSA: O atual Executivo não tem agido em favor da corrupção, não tem tomado nenhuma medida contra a Lava Jato, de jeito nenhum. Tem agido de uma maneira muito serena, de respeito à Lava Jato. No Legislativo, há uma verdadeira conspiração contra a Lava Jato. Essas medidas de agora do Supremo, derrogando suas próprias decisões, também são terríveis. ESTADÃO: Por que o Congresso não quer avançar no combate à corrupção? MODESTO CARVALHOSA: Porque têm dezenas de congressistas implicados nessa questão toda de corrupção. Em todo sentido, de receber comissões, de caixa 2 de campanha, de fazer parte do esquema. Eles querem de qualquer maneira sabotar a luta contra a corrupção por interesse de sobrevivência não só política, mas pessoal. A coisa é grave. Um gesto quase de defesa de seus próprios interesses de não serem processados e condenados. ESTADÃO: O sr. publicou o ‘O livro negro da corrupção’ em que trata do caso dos Anões do Orçamento. Imaginava que poderíamos ter um escândalo da magnitude da Lava Jato? MODESTO CARVALHOSA: Acho que não. O que havia na época era uma corrupção caso por caso das empreiteiras que tinham sido filiadas nos Anões junto ao antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, hoje o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Não havia nenhum planejamento vindo do governo para facilitar esse tipo de corrupção, embora a corrupção fosse terrivelmente levantada no DNER. Praticamente todos os contratos que tínhamos no DNER naquela época fossem fraudulentos na sua execução. ESTADÃO: Qual é a sua avaliação do projeto das 10 Medidas que o Ministério Público Federal levou ao Congresso com apoio maciço de mais de dois milhões de brasileiros? MODESTO CARVALHOSA: Essas medidas são absolutamente indispensáveis, necessárias, ótimas. Mas não vejo da parte do Poder Legislativo, boa vontade de levar avante isso. Essas medidas são para impedir a corrupção a partir de agora, a partir da vigência das novas leis, não pega nem os passados. Tendo em vista que elas combatem de maneira extremamente eficiente a corrupção, eles não querem. Querem ter o caminho aberto, um horror. Não vejo nenhum movimento do Poder Legislativo a favor da aprovação de regime de preferência das 10 Medidas. O Poder Executivo não pode fazer uma Medida Provisória das 10 Medidas, porque é matéria processual, que no pode haver Medida Provisória. Se o Congresso tivesse alguma vontade de sanear o País da corrupção, teria dado regime de preferência às 10 Medidas, que é de iniciativa popular inquestionável. O Ministério Público propôs e 2 milhões de pessoas assinaram. O Poder Legislativo, que representa o povo, não pode levar na conversa uma iniciativa popular dessa. Mostra a má vontade do Poder Legislativo com relação a isso. ESTADÃO: A votação final do impeachment está se aproximando. Com fica o País se a presidente Dilma voltar ou se o presidente em exercício Michel Temer permanecer? MODESTO CARVALHOSA: Se o presidente em exercício permanecer, acho que essa política que ele está fazendo, uma política econômica muito consistente, vai prosseguir, acho que vai melhorar muito. Já está melhorando muito o clima no País. Acho que tem condições de melhorar efetivamente. Se voltar a presidente afastada, será o caos, o fim do mundo. É como o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) falou: se a votação fosse secreta, nem o pessoal votaria pela volta da Dilma. Não tem a menor condição de ser presidente do Brasil.

As dez grandes mensagens do Papa Francisco na Polonia

domingo, 31 de julho de 2016

Impressionante canção à Virgem na missa de encerramebnto da JMJ

"SER ACOLHEDORES"

Bom dia ! 31 de julho de 2016 "SER ACOLHEDORES" Ser acolhedor começa por aceitar o outro como ele é, colocar-se em seu lugar e entender o que se pode fazer por ele como se o fizesse para si próprio. Vai muito mais além de ser gentil, cortês e educado. Isso é obrigação nossa. A acolhida deixa o outro à vontade e o leva à comunhão. Ele pode se abrir e colocar em comum o que traz no coração: suas angústias e dores, suas alegrias e conquistas, seu saber e suas dúvidas. A acolhida estimula o amor recíproco, porque o amor leva o outro a ser também acolhedor. Abraços, Apolonio Carvalho Nascimento apoloniocnn@gmail.com Links: Blogg: parolafocolare.blogspot.com.br Site: www.focolares.org.br

sexta-feira, 29 de julho de 2016

"FAZER O BEM SEM APARECER"

Bom dia ! 29 de julho de 2016 "FAZER O BEM SEM APARECER" Traduzindo em provérbio popular: Fazer o bem sem olhar a quem. Ou podemos ver o que diz o Evangelho: "Quando dás esmolas, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a direita." (Mt 6,3) Em outras palavras, o bem deve ser gratuito, deve ser fruto de um amor puro sem interesse de nenhuma espécie. Esse tipo de amor toca profundamente o coração e a alma das pessoas, e assim, silenciosamente, fazemos nascer e crescer o Reino de Deus entre nós. Abraços, Apolonio Carvalho Nascimento apoloniocnn@gmail.com Links: Blogg: parolafocolare.blogspot.com.br Site: www.focolares.org.br

Papa em Auschwitz: “Como é possível que o homem criado à semelhança de Deus ...

quarta-feira, 27 de julho de 2016

A outra JMJ da Polônia: Czestochowa 1991

O que fala o Papa sobre o CAPITALISMO!

nho de 2016 Compartilhe no Google + Compartilhe no Twitter Compartilhe no Facebook REUTERS/Max Rossi:

Papa Francisco fala na Praça São Pedro, no Vaticano. 24/2/2016. REUTERS/Max Rossi

A encíclica Laudato Si ataca frontalmente o sistema capitalista. O que isto significa vindo de um Papa? Bergoglio não é marxista e a palavra "capitalismo" não aparece na Encíclica. Mas fica muito claro que para ele os dramáticos problemas ecológicos de nossa época resultam das "engrenagens da atual economia globalizada", engrenagens que constituem um sistema global, "um sistema de relações comerciais e de propriedade estruturalmente perverso".

 Quais são, para Francisco, estas características "estruturalmente perversas"? Antes de tudo, é um sistema no qual predominam "os interesses ilimitados das empresas" e "uma discutível racionalidade econômica", uma racionalidade instrumental que tem por único objetivo aumentar o lucro. Para o Papa, esta perversidade não é própria de um país ou outro, mas de "um sistema mundial, onde predominam a especulação e o princípio de maximização do lucro, e uma busca de rentabilidade financeira que tende a ignorar todo o contexto e os efeitos sobre a dignidade humana e o meio ambiente. Assim, se manifesta a íntima relação entre degradação ambiental e degradação humana e ética".

 A obsessão do crescimento ilimitado, o consumismo, a tecnocracia, o domínio absoluto da finança e a divinização do mercado são outras características perversas do sistema. Em sua lógica destrutiva, tudo se reduz ao mercado e ao "cálculo financeiro de custos e benefícios". Mas sabemos que "o meio ambiente é um desses bens que os mecanismos de mercado não são capazes de defender ou de promover adequadamente". O mercado é incapaz de levar em conta valores qualitativos, éticos, sociais, humanos ou naturais, isto é, "valores que excedem cálculos".

 O poder "absoluto" do capital financeiro especulativo é um aspecto essencial do sistema, como revelou a recente crise bancária. O comentário da Encíclica é contundente: "a salvação dos bancos a todo custo, fazendo a população pagar o preço, confirma o domínio absoluto das finanças que não têm futuro e só pode gerar novas crises, depois de uma longa, custosa e aparente cura".

 Sempre associando a questão ecológica e a questão social, Francisco constata: "a mesma lógica que dificulta tomar medidas drásticas para inverter a tendência ao aquecimento global é a que não permite cumprir com o objetivo de erradicar a pobreza". Existe uma longa tradição de crítica do capitalismo liberal, ou dos "excessos " do capital na Igreja Católica. Mas nenhum Papa foi tão longe nesta condenação como Francisco. O que a Teologia da Libertação tem a ensinar para a esquerda mundial, considerando suas diferentes correntes de pensamento? Em primeiro lugar, ela nos ensina que a religião pode ser outra coisa, diferente de simples "ópio do povo". Aliás, Marx e Engels já haviam previsto a possibilidade de movimentos religiosos com uma dinâmica anticapitalista. A esquerda deve tratar com respeito as convicções religiosas e considerar os militantes cristãos de esquerda como parte essencial do movimento de emancipação dos oprimidos. A teologia da libertação nos ensina também a importância da ética no processo de conscientização e a prioridade do trabalho de base, junto às classes populares, em seus bairros, igrejas, comunidades rurais e escolas. A igreja católica no Brasil está alinhada ao Papa Francisco? Boa parte dos bispos da CNBB está alinhada com Francisco. Alguns até gostariam que ele fosse mais longe. Outros, pelo contrário, acham que ele está colocando em perigo a doutrina da fé e tentam colocar obstáculos para suas propostas. Mas a Igreja brasileira, apesar de seus limites, em particular no que concerne ao direito das mulheres sobre seu corpo - divórcio, contracepção, aborto - é uma das mais progressistas do mundo católico. A "Opção Preferencial pelo Pobre", conjunto de ideias e ações práticas contrárias à lógica da acumulação e retenção de capital do atual sistema político e econômico, se colocadas plenamente em prática resultará em confrontos violentos. Como se posicionará o Papa neste cenário, em sua avaliação? A Igreja, tradicionalmente, busca "evitar" os confrontos violentos. Mas na Conferência de Medellín dos bispos latino-americanos, em 1968, foi adotada uma resolução importante que reconhece o direito de insurreição do povo contra tiranias e estruturas opressivas. Como sabemos, alguns membros do clero levaram sua opção libertária e seu compromisso com a luta dos pobres até as últimas consequências, participando de movimentos armados de emancipação.

Foi o caso de Camilo Torres na Colômbia, que resolveu aderir ao Exército de Libertação Nacional e foi morto em combate em 1966. Poucos anos depois, um grupo de jovens dominicanos deu seu apoio à ALN, dirigida por Carlos Marighella, no combate contra a ditadura militar. E nos anos 1970, os irmãos Cardenal e vários outros religiosos participaram da Frente Nacional de Libertação da Nicarágua. É difícil prever, no momento atual, que tipo de "confrontos violentos" se darão contra o sistema capitalista, e menos ainda qual será a posição.

Papa explica no Ángelus para que serve o Espírito Santo

Maximiliano Kolbe: o santo polaco que subswtituiu um prisioneiro condenado à morte...

JMJ: Assim conseguirão que faças a pergunta mais difícil de tua vida!