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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

"SUPERAR AS DIFICULDADES COM A CARIDADE"

Para hoje, dia 7 de setembro de 2015: "SUPERAR AS DIFICULDADES COM A CARIDADE" Toda e qualquer dificuldade que encontrarmos nesse dia, deve ser motivo para que aumentemos ainda mais a caridade entre nós. Nada pode turbar um coração amante, e cada desafio o faz destilar a seiva do amor que permeia sua vida, sublimando os amargores, usando as pedras do caminho para construir um mundo melhor e fazendo de cada obstáculo um trampolim que o lança para o alto para mergulhar mais profundamente na caridade de Deus. A montanha dos problemas parece muito alta para ser escalada, contorne-a pela estrada do amor; as barreiras parecem intransponíveis, deixe-se ajudar pelos irmãos; você chegou ao limite do impossível, confie em um Deus que já venceu o mundo. "O amor vence tudo" dizia Virgílio, poeta romano da antiguidade. Vivamos esse dia no amor que não conhece barreiras e que não cessa de amar diante das dificuldades. Abraços, Apolonio

domingo, 6 de setembro de 2015

"DEUS PREFERE A CARIDADE AO SACRIFÍCIO"

"DEUS PREFERE A CARIDADE AO SACRIFÍCIO" Às vezes é até mais fácil fazer sacrifícios do que amar e servir ao próximo. Por isso a melhor penitência é amar o irmão. O apóstolo Paulo afirma que podemos dar o corpo às chamas, mas se não tiver amor, de nada vale. O amor deve preceder a todo e qualquer sacrifício em nome de Deus, pois está bem claro que é isso que mais lhe agrada. Não é negativo fazer sacrifícios e oferecer a Deus, contanto que sejam precedidos por uma atitude de amor para com todos. Para cumprir um ato de amor devo sair de mim, renunciar a algo meu em favor do outro. Em outras palavras, naquele momento, dou a minha vida. E ninguém tem maior amor do que quem dá a vida por seus amigos. Quando vemos alguém que se devota em favor dos outros, dizemos que ele não vive a sua vida. É justamente esse o maior sacrifício, desde que seja um amor equilibrado e dirigido antes de tudo a Deus. Abraços, Apolonio

sábado, 5 de setembro de 2015

"ESQUECER O MAL QUE NOS FERIU"

Bom dia ! Para hoje, dia 05 de setembro de 2015: "ESQUECER O MAL QUE NOS FERIU" Responder ao mal com o bem faz o nosso coração se dilatar até o ponto de não mais se turbar com as ofensas recebidas. Se alguém nos faz um mal, não usemos a mesma arma, pois isso nos iguala a ele. Usemos a arma do amor, que nos distingue e nos coloca em um nível superior. Ter coragem não é revidar, mas sim oferecer a outra face. Não importa se alguém tem algo contra nós, basta que não tenhamos nada contra ele e desejemos somente o seu bem. Um coração sem rancores é um coração livre e feliz. Abraços, Apolonio Carvalho Nascimento apoloniocnn@gmail.com Links: Blogg: parolafocolare.blogspot.com.br ​www.focolare.org​

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

"SER EXPRESSÃO DO AMOR DE DEUS PARA TODOS"

Bom dia ! Para hoje, dia 03 de setembro de 2015: "SER EXPRESSÃO DO AMOR DE DEUS PARA TODOS" A pureza do amor deve me levar ao desapego até mesmo do ato de amar. Amo não por mim, mas por Deus. Isso faz com que meus atos sejam fidedignos e verdadeiros atos de amor, pois nada tem de individual e egocêntrico. Vejo que quando consigo agir assim, a pessoa que foi objeto do meu amor, agradece antes de tudo a Deus, pois sente-se amada por ele. Que bem maior posso desejar ao outro senão que se sinta amado por Deus diretamente? A mais alta qualificação ou título que posso alcançar, é ser digno de ser um instrumento de Deus. Que assim seja! Abraços, Apolonio Carvalho Nascimento apoloniocnn@gmail.com Links: Blogg: parolafocolare.blogspot.com.br

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

ENCÍCLICA "LAUDATO SI" do Papa Francisco - EM CAPÍTULOS!

Olhem que oportunidade! Vamos aproveitar este bem que a internet nos proporciona. Boa "escuta"! Link: http://www.news.va/pt/news/porta-aberta-laudato-si-introducao Porta aberta: Laudato si - Introdução 2015-09-02 Rádio Vaticana Cidade do Vaticano (RV) - A partir desta quarta-feira (2/9) até o início do Ano Santo da Misericórdia, em 8 de dezembro, todas as quartas-feiras o Programa Brasileiro da Rádio Vaticano apresentará a adaptação para o rádio da íntegra da Encíclica Laudato Si do Papa Francisco. Nesta primeira edição do nosso novo espaço Porta Aberta, o nosso ouvinte poderá escutar os primeiros 9 parágrafos da Encíclica, composta por 246 parágrafos. 1. «LAUDATO SI’, mi’ Signore – Louvado sejas, meu Senhor», cantava São Francisco de Assis. Neste gracioso cântico, recordava-nos que a nossa casa comum se pode comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma boa mãe, que nos acolhe nos seus braços: «Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa e produz variados frutos com flores coloridas e verduras».[1] 2. Esta irmã clama contra o mal que lhe provocamos por causa do uso irresponsável e do abuso dos bens que Deus nela colocou. Crescemos a pensar que éramos seus proprietários e dominadores, autorizados a saqueá-la. A violência, que está no coração humano ferido pelo pecado, vislumbra-se nos sintomas de doença que notamos no solo, na água, no ar e nos seres vivos. Por isso, entre os pobres mais abandonados e maltratados, conta-se a nossa terra oprimida e devastada, que «geme e sofre as dores do parto» (Rm 8, 22). Esquecemo-nos de que nós mesmos somos terra (cf. Gn 2, 7). O nosso corpo é constituído pelos elementos do planeta; o seu ar permite-nos respirar, e a sua água vivifica-nos e restaura-nos. Nada deste mundo nos é indiferente 3. Mais de cinquenta anos atrás, quando o mundo estava oscilando sobre o fio duma crise nuclear, o Santo Papa João XXIII escreveu uma encíclica na qual não se limitava a rejeitar a guerra, mas quis transmitir uma proposta de paz. Dirigiu a sua mensagem Pacem in terris a todo o mundo católico, mas acrescentava: e a todas as pessoas de boa vontade. Agora, à vista da deterioração global do ambiente, quero dirigir-me a cada pessoa que habita neste planeta. Na minha exortação Evangelii gaudium, escrevi aos membros da Igreja, a fim de os mobilizar para um processo de reforma missionária ainda pendente. Nesta encíclica, pretendo especialmente entrar em diálogo com todos acerca da nossa casa comum. 4. Oito anos depois da Pacem in terris, em 1971, o Beato Papa Paulo VI referiu-se à problemática ecológica, apresentando-a como uma crise que é «consequência dramática» da actividade descontrolada do ser humano: «Por motivo de uma exploração inconsiderada da natureza, [o ser humano] começa a correr o risco de a destruir e de vir a ser, também ele, vítima dessa degradação».[2] E, dirigindo-se à FAO, falou da possibilidade duma «catástrofe ecológica sob o efeito da explosão da civilização industrial», sublinhando a «necessidade urgente duma mudança radical no comportamento da humanidade», porque «os progressos científicos mais extraordinários, as invenções técnicas mais assombrosas, o desenvolvimento económico mais prodigioso, se não estiverem unidos a um progresso social e moral, voltam-se necessariamente contra o homem».[3] 5. São João Paulo II debruçou-se, com interesse sempre maior, sobre este tema. Na sua primeira encíclica, advertiu que o ser humano parece «não dar-se conta de outros significados do seu ambiente natural, para além daqueles que servem somente para os fins de um uso ou consumo imediatos».[4] Mais tarde, convidou a uma conversão ecológica global.[5] Entretanto fazia notar o pouco empenho que se põe em «salvaguardar as condições morais de uma autêntica ecologia humana».[6] A destruição do ambiente humano é um facto muito grave, porque, por um lado, Deus confiou o mundo ao ser humano e, por outro, a própria vida humana é um dom que deve ser protegido de várias formas de degradação. Toda a pretensão de cuidar e melhorar o mundo requer mudanças profundas «nos estilos de vida, nos modelos de produção e de consumo, nas estruturas consolidadas de poder, que hoje regem as sociedades».[7] O progresso humano autêntico possui um carácter moral e pressupõe o pleno respeito pela pessoa humana, mas deve prestar atenção também ao mundo natural e «ter em conta a natureza de cada ser e as ligações mútuas entre todos, num sistema ordenado».[8] Assim, a capacidade do ser humano transformar a realidade deve desenvolver-se com base na doação originária das coisas por parte de Deus.[9] 6. O meu predecessor, Bento XVI, renovou o convite a «eliminar as causas estruturais das disfunções da economia mundial e corrigir os modelos de crescimento que parecem incapazes de garantir o respeito do meio ambiente».[10] Lembrou que o mundo não pode ser analisado concentrando-se apenas sobre um dos seus aspectos, porque «o livro da natureza é uno e indivisível», incluindo, entre outras coisas, o ambiente, a vida, a sexualidade, a família, as relações sociais. É que «a degradação da natureza está estreitamente ligada à cultura que molda a convivência humana».[11] O Papa Bento XVI propôs-nos reconhecer que o ambiente natural está cheio de chagas causadas pelo nosso comportamento irresponsável; o próprio ambiente social tem as suas chagas. Mas, fundamentalmente, todas elas se ficam a dever ao mesmo mal, isto é, à ideia de que não existem verdades indiscutíveis a guiar a nossa vida, pelo que a liberdade humana não tem limites. Esquece-se que «o homem não é apenas uma liberdade que se cria por si própria. O homem não se cria a si mesmo. Ele é espírito e vontade, mas é também natureza».[12] Com paterna solicitude, convidou-nos a reconhecer que a criação resulta comprometida «onde nós mesmos somos a última instância, onde o conjunto é simplesmente nossa propriedade e onde o consumimos somente para nós mesmos. E o desperdício da criação começa onde já não reconhecemos qualquer instância acima de nós, mas vemo-nos unicamente a nós mesmos».[13] Unidos por uma preocupação comum 7. Estas contribuições dos Papas recolhem a reflexão de inúmeros cientistas, filósofos, teólogos e organizações sociais que enriqueceram o pensamento da Igreja sobre estas questões. Mas não podemos ignorar que, também fora da Igreja Católica, noutras Igrejas e Comunidades cristãs – bem como noutras religiões – se tem desenvolvido uma profunda preocupação e uma reflexão valiosa sobre estes temas que a todos nos estão a peito. Apenas para dar um exemplo particularmente significativo, quero retomar brevemente parte da contribuição do amado Patriarca Ecuménico Bartolomeu, com quem partilhamos a esperança da plena comunhão eclesial. 8. O Patriarca Bartolomeu tem-se referido particularmente à necessidade de cada um se arrepender do próprio modo de maltratar o planeta, porque «todos, na medida em que causamos pequenos danos ecológicos», somos chamados a reconhecer «a nossa contribuição – pequena ou grande – para a desfiguração e destruição do ambiente».[14] Sobre este ponto, ele pronunciou-se repetidamente, de maneira firme e encorajadora, convidando-nos a reconhecer os pecados contra a criação: «Quando os seres humanos destroem a biodiversidade na criação de Deus; quando os seres humanos comprometem a integridade da terra e contribuem para a mudança climática, desnudando a terra das suas florestas naturais ou destruindo as suas zonas húmidas; quando os seres humanos contaminam as águas, o solo, o ar... tudo isso é pecado».[15] Porque «um crime contra a natureza é um crime contra nós mesmos e um pecado contra Deus».[16] 9. Ao mesmo tempo Bartolomeu chamou a atenção para as raízes éticas e espirituais dos problemas ambientais, que nos convidam a encontrar soluções não só na técnica mas também numa mudança do ser humano; caso contrário, estaríamos a enfrentar apenas os sintomas. Propôs-nos passar do consumo ao sacrifício, da avidez à generosidade, do desperdício à capacidade de partilha, numa ascese que «significa aprender a dar, e não simplesmente renunciar. É um modo de amar, de passar pouco a pouco do que eu quero àquilo de que o mundo de Deus precisa. É libertação do medo, da avidez, da dependência».[17] Além disso nós, cristãos, somos chamados a «aceitar o mundo como sacramento de comunhão, como forma de partilhar com Deus e com o próximo numa escala global. É nossa humilde convicção que o divino e o humano se encontram no menor detalhe da túnica inconsútil da criação de Deus, mesmo no último grão de poeira do nosso planeta».[18] (from Vatican Radio)

"AMAMOS A DEUS QUANDO AMAMOS O IRMÃO"

Bom dia ! Para hoje, dia 02 de setembro de 2015: "AMAMOS A DEUS QUANDO AMAMOS O IRMÃO" Há muitas maneiras de servir a Deus. A expressão desse amor pode ter muitas matizes, mas a mais visível e convincente é o amor ao irmão. Ele supera todas as penitências e sacrifícios, todos os cultos ritualísticos e todo estudo das coisas de Deus. Já com ele, damos sentido a tudo isto e muito mais. Se digo que amo a Deus e não amo o irmão, esse amor é vão, não é nem mesmo amor. Noto que quando consigo viver esse amor ao próximo, nos momentos de oração, encontro um vínculo já estabelecido com Deus. Abraços, Apolonio Carvalho Nascimento apoloniocnn@gmail.com Lin​​ks: Blogg: parolafocolare.blogspot.com.br

terça-feira, 1 de setembro de 2015

"AMAR COMO A SI MESMOS"

Bom dia ! Para hoje, dia 01 de setembro de 2015: "AMAR COMO A SI MESMOS" Para quem ama nada é difícil, nada está fora do seu alcance. O milagre do amor constrói o mundo, destruindo os obstáculos do ódio e do rancor. Subjuga a inveja, a impaciência, a violência e todos os vícios. O poder de gerar e regenerar está no amor. Ele dá valor a todas as coisas e eleva o gesto mais simples ao patamar do heroísmo. Quem ama conquista amigos que se tornam irmãos. Quem ama fala a língua dos anjos e faz o amor de Deus transbordar à humanidade. Quem ama o próximo como a si mesmo, cumpre todas as leis, preceitos e regras, e celebra o mais sublime culto. Abraços, Apolonio Carvalho Nascimento apoloniocnn@gmail.com Links: Blogg: parolafocolare.blogspot.com.br

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

"TER AMOR PARA COM TODOS"

Bom dia ! Para hoje, dia 31 de agosto de 2015: "TER AMOR PARA COM TODOS" O amor recíproco não dá espaço para nada de negativo. Fazer ao outro o que gostaria que fosse feito a si mesmo, poderia ser a única lei. Pelo menos entre os cristãos e fiéis de outras religiões, que proclamam a mesma coisa. Porém, caímos sempre no mesmo erro de ter um "amor" que escolhe a quem amar. Ora, isso na verdade é uma atitude conveniente, amar somente a quem pode retribuir. A arte de amar, segundo Chiara Lubich, inclui: Amar por primeiro, reconhecer a presença de Deus em cada pessoa, fazer-se um com o próximo, amar como a si mesmo e amar a todos indistintamente. A proposta de hoje é ter um amor que não faz distinções. Abraços, Apolonio

domingo, 30 de agosto de 2015

"NUNCA AMAMOS O SUFICIENTE"

Bom dia ! Para hoje, dia 30 de agosto de 2015: "NUNCA AMAMOS O SUFICIENTE" O nosso amor é imperfeito. Traz consigo resquícios de pretensões e interesses. O amor perfeito está em Deus e o devemos ter como meta. Seu amor de misericórdia infinita é o sinal mais tangível de perfeição. Ama-nos quando nem mesmo merecemos, concede-nos seu perdão quando merecemos ser condenados, não leva em conta nossa fraqueza quando temos o sincero propósito de amá-Lo. Exprimiu seu amor extremo em Jesus na cruz, quando gritou o seu abandono e quando enfim resgatou-nos para sempre. Tendo Jesus como mestre no amor, procuremos atuar o amor perfeito, gratuito, sem nenhum interesse, para chegarmos o mais próximo possível do seu modelo, afim de sermos reconhecidos pelo Pai como outros pequenos Jesus. O amor perfeito deixa toda a glória para Deus e guarda para si somente os dizeres: "Servo inútil e infiel, não fez nada além de seu dever."(Lc 17, 10) Abraços, Apolonio

“Movimento em Defesa do Povo Brasileiro” - Fábio Konder Comparato

Publicado em 27/08/2015 O Brasil continua a ser um dos países de maior desigualdade social do mundo O Conversa Afiada publica documento do Professor Emérito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Fábio Konder Comparato para um “Movimento em Defesa do Povo Brasileiro”, que se cria com a colaboração da Deputada Luiza Erundina. Ela convocou uma reunião na Câmara há duas semanas com trinta deputados, na qual o professor Comparato apresentou as reflexões que se seguem. EM DEFESA DO POVO BRASILEIRO Fábio Konder Comparato A situação de nítida morbidez em que se encontra atualmente o nosso país deve ser analisada segundo os parâmetros estabelecidos por Hipócrates para o tratamento de todas as doenças. Não podemos, com efeito, cuidar simplesmente dos sintomas, sem antes procurar eliminar suas causas, ou seja, a fonte primária da moléstia. Empregamos todo tempo a palavra crise para caracterizar o lamentável estado de nossa política e de nossa economia no presente. Ora, justamente, no tratado Dos Ares, das Águas e dos Lugares, o Pai da Medicina denominou krisis, palavra que na língua helênica significa julgamento, o momento preciso em que é possível discernir a doença e desvendar a sorte do doente. É nesse momento que o olhar crítico do médico observa uma mudança súbita no estado do paciente, para o bem ou para o mal; o instante em que se declaram nitidamente os sintomas da moléstia, permitindo o diagnóstico e o prognóstico. Lamento dizer que, em minha modesta opinião, a crise atual, que não afeta aliás apenas o Brasil, mas o mundo inteiro, aponta, infelizmente para a probabilidade cada vez mais forte de um desfecho sombrio. Examinemos, pois, antes de mais nada, segundo a lição de Hipócrates, a verdadeira causa da moléstia. A Oligarquia Brasileira Uma esquizofrenia política A nenhum observador atento escapa o fato de que a organização do Estado Brasileiro apresenta um caráter nitidamente esquizofrênico, com a dissociação permanente entre aparência e realidade. A Constituição Federal em vigor abre-se com a declaração solene de que “a República Federativa do Brasil [...] constitui-se em Estado Democrático de Direito”. Na crua realidade política, porém, nenhum dos três princípios fundamentais aí enunciados vigora na prática. A Constituição Federal de 1988 declara que constitui objetivo fundamental do Estado Brasileiro “construir uma sociedade livre, justa e solidária”, com a promoção do bem de todos, sem discriminação de qualquer espécie (art. 3º). Acontece que a realização desse objetivo esbarra no espírito de individualismo privatista, que desde sempre representou um obstáculo insuperável à realização do bem comum do povo brasileiro; ou seja, aquilo que na Roma clássica denominava-se justamente res publica. Não me canso de relembrar a advertência formulada por Frei Vicente do Salvador, em sua obra clássica,2 editada em 1627: “Nem um homem nesta terra é repúblico, nem zela e trata do bem comum, senão do bem particular”. Nosso país não é tampouco uma Democracia autêntica, porque o povo brasileiro nunca dispôs de poder, não se podendo olvidar que a etimologia grega do vocábulo é exatamente a de poder popular (demos, povo; kratos, poder). Desde 1934, vimos declarando, em todas as Constituições, que “todo poder emana do povo” (Constituição Federal de 1988, art. 1º, parágrafo único). Mas a única prerrogativa política efetiva do nosso conjunto de cidadãos é de eleger representantes no Executivo e no Legislativo; sendo que tais eleições (ou escolhas) são feitas, como ninguém ignora, sob forte influência do poder econômico privado e dos políticos profissionais. Em seu art. 14, a mesma Constituição declara, como formas de exercício da soberania do povo, o plebiscito, o referendo e a iniciativa popular. Mas no art. 49, inciso XV, ela mesma estabelece que “é da competência exclusiva do Congresso Nacional autorizar referendo e convocar plebiscito”. Ou seja, nessa curiosa forma de mandato político, o povo mandante só tem o direito de se manifestar diretamente, quando seus mandatários lhe derem permissão para tanto… Quanto à iniciativa popular, só admitida em matéria legislativa, e não de emendas constitucionais, ela se tornou impraticável, em razão da exigência absurdamente criada pela Câmara dos Deputados de conferência de todas as assinaturas do 1% do eleitorado, estabelecido na Constituição (um milhão e meio de eleitores atualmente!). Ainda no campo da Democracia, o Brasil é um dos países em que a Constituição e suas emendas – ápice do ordenamento jurídico – são votadas unicamente pelo órgão legislativo, sem a menor participação do povo. Finalmente, em matéria de Estado de Direito, ou seja, de controle institucional de poderes em todos os níveis, continuamos deixando muito a desejar. Basta dizer, a esse respeito, que os Ministros do Supremo Tribunal Federal, no exercício de suas elevadas funções, não estão praticamente sujeitos a controle algum, podendo impunemente deixar de cumprir, não só a Constituição (da qual aquela Corte é declarada guardiã precípua pelo seu art. 102) e as leis, como até mesmo as próprias normas do Regimento Interno da Corte, por eles aprovadas. O Supremo Tribunal Federal é o único órgão do Judiciário não sujeito ao controle do Conselho Nacional de Justiça. Causa da moléstia esquizofrênica Em toda organização política, os principais fatores estruturantes sempre foram a relação de poder e a mentalidade coletiva, isto é, o conjunto de valores e costumes enraizados no seio do povo. Durante milênios, até o dealbar da idade moderna, ambos esses fatores foram estritamente moldados pela fé religiosa. Com o advento, porém, da sociedade massas, no final do século XIX, iniciou-se uma fase verdadeiramente revolucionária, na qual a mentalidade coletiva passou a ser formada pelo sistema de poder político, de caráter não religioso na maior parte do mundo. Ao se consolidar mundialmente a civilização capitalista em fins do século passado, a relação íntima entre esses dois fatores estruturantes da organização política foi radicalmente alterada. Desde então, foi o poder político que passou a plasmar a mentalidade coletiva, utilizando-se, para tanto, do controle dos meios de comunicação de massa, exercido atualmente, na quase totalidade dos países do globo, por oligopólios empresariais. Pois bem, entre nós, desde os primórdios da colonização portuguesa, o poder político efetivo – diferentemente do poder oficial – tem sido exercido, sem descontinuar, por dois grupos associados: os potentados econômicos privados e os grandes agentes estatais. Nossa oligarquia sempre teve, assim, um caráter binário: quem manda, em última instância, não é apenas a burguesia empresarial, como pretendeu a análise marxista, nem unicamente o estamento burocrático estatal, como sustentaram os seguidores de Max Weber, a exemplo de Raymundo Faoro3. O poder supremo pertence a ambos. É esta, aliás, a principal causa da corrupção endêmica que vigora no Brasil no plano estatal. Essa oligarquia binária não é, na verdade, uma originalidade brasileira, mas sim um traço essencial do sistema capitalista. Como salientou Fernand Braudel, que lecionou na Universidade de São Paulo logo após a sua fundação, o capitalismo só triunfa quando se une ao Estado, quando é o Estado.4 No curso de nossa História, tivemos uma sucessão de potentados econômicos privados, aliados aos agentes do Estado; a começar pelos senhores de engenho no século XVI, passando pelos traficantes de escravos, os grandes fazendeiros, os industriais, até chegar aos atuais controladores das grandes instituições financeiras. Verificamos, por aí, como o nosso país sempre acompanhou a evolução do sistema capitalista. Surgimos na História, graças à expansão mundial do capitalismo mercantil europeu, na passagem do século XV ao século XVI. Entramos tardiamente na fase do capitalismo industrial, após a Grande Depressão de 1929. Vemo-nos, hoje, inteiramente mergulhados no capitalismo financeiro, cuja dominação é mundial. Vale a pena salientar esse ponto, pois ele explica a natureza e as perspectivas de solução da atual crise política e econômica brasileira, como reflexo da crise mundial. Em obra recente,5 o grande economista francês, François Morin, salientou que, atualmente, um conglomerado de 28 bancos internacionais, detém o controle mundial dos mercados de câmbio, de juros e de capitais; mercados esses de tal forma interligados, que a derrocada de um deles provoca o imediato colapso de todos os outros. Um conglomerado dessa ordem, além de não se submeter a nenhum Estado no plano internacional, exerce uma influência preponderante sobre o poder interno de todos eles. Ressalte-se que 14 dos bancos integrantes desse oligopólio internacional produzem os chamados “produtos derivados tóxicos”; isto é, os valores mobiliários oriundos da superposição de papéis financeiros de pouco lastro, cuja súbita desvalorização desencadeou, como sabido, a crise de 2008, da qual o mundo ainda não se livrou. O montante atualmente em negociação desses falsos valores mobiliários atinge a soma astronômica de 710 trilhões de dólares, ou seja, o equivalente a dez vezes o Produto Bruto mundial. No Brasil de hoje, os cinco maiores bancos (Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Santander) controlam 86% do total dos ativos financeiros; quando em 1995 o montante desses ativos por eles controlados era de 56%. No segundo trimestre de 2015, enquanto o Produto Nacional Bruto entrava em recessão, o lucro líquido contábil dos três maiores bancos privados – Itaú, Bradesco e Santander – crescia 22%. Desde o término da Segunda Guerra Mundial até o início dos anos 80 do século passado, o Brasil foi um dos países de maior crescimento econômico do mundo. E isto se deveu ao dinamismo industrial, fortemente impulsionado pelo Estado, durante a era Vargas e sob o governo de Juscelino Kubitschek. A partir do último quartel do século XX, no entanto, a dominação mundial crescente do capitalismo financeiro, associada à difusão igualmente global do neoliberalismo econômico, que procurou limitar, senão suprimir, toda interferência estatal na economia, provocou uma mudança radical nesse quadro econômico. A indústria brasileira iniciou um processo de debilitação, que persiste até hoje. Para se ter uma ideia aproximada disso, basta dizer que enquanto em 1984 a participação da indústria no PIB de nosso país era de 35,84%, ela é hoje de menos da metade: 13%. Como sabido, a partir da Revolução Industrial em meados do século XVIII, a riqueza mundial cresceu em ritmo e intensidade jamais vistos na História. Esse crescimento, porém, recuou nitidamente e tende hoje a ser sucedido pela geral estagnação, justamente devido à implantação mundial do capitalismo financeiro. E a razão é óbvia: a essência da atividade industrial é a produção de bens ou a prestação empresarial de serviços, a qual gera o aumento constante da riqueza material. Já a atividade financeira não produz nenhuma riqueza material de base, mas limita-se a criar valores econômicos artificiais, por meio da especulação, ou, na mais favorável das hipóteses, a auxiliar a atividade industrial ou o comércio de bens, pelo serviço de crédito. Ora, exatamente pelo fato de a indústria e o comércio terem se enfraquecido globalmente nas últimas décadas, os bancos – privados ou estatais – passaram a concentrar suas atividades nos negócios puramente especulativos, cujo risco de súbito colapso é enorme. Como se vê, a celebrada eficiência do sistema capitalista na produção de riqueza vê-se hoje totalmente desmentida. Com isso, a fantástica desigualdade social, por ele criada no mundo inteiro, já não tem a menor condição de ser reduzida, menos ainda eliminada. No início da Revolução Industrial, estimou-se que entre o povo mais rico e o mais pobre do planeta a diferença em termos econômicos era de 2 para 1; atualmente, ela é estimada em 80 para 1! Levando-se em conta o crescimento inexorável da população mundial, não acompanhada de uma correspondente produção de alimentos, não é difícil visualizar o prognóstico sombrio de Malthus, feito no final do século XVIII. E as vítimas serão, como sempre, as camadas mais pobres do mundo todo. O Brasil, aliás, como ninguém ignora, continua a ser um dos países de maior desigualdade social do mundo, e de maior benefício fiscal para a classe abastada. Segundo dados extraídos da Receita Federal, 30% da riqueza hoje tributada em nosso país estão nas mãos de 0,8% dos contribuintes do imposto de renda. Ora, por efeito da isenção fiscal de pagamento desse imposto ao receberam lucros e dividendos de sociedades, calculou-se em 2013 que quase 200 bilhões de reais foram recebidos pelos contribuintes mais ricos sem pagar um centavo ao Fisco. Em suma, neste país os pobres são muito mais tributados que os ricos. Ora, para agravar essa situação de escandalosa injustiça, o Estado Brasileiro tem-se revelado radicalmente incapaz de levantar o nível socioeconômico da enorme maioria pobre, mediante adequadas políticas de educação e saúde. Segundo relatório internacional da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado em maio de 2015, o nosso país ocupa a 60ª posição em matéria de educação, num conjunto de 78 países. O número de nossos analfabetos funcionais é de 27% da população. Quanto ao nível percentual dos gastos públicos com o serviço fundamental de saúde, em relação ao total da despesa pública, ele é o mais baixo da América Latina: 6,93%, contra 31,76% na Argentina. Pois bem, para cúmulo do absurdo, o governo federal no final do primeiro semestre de 2015, operou cortes de um bilhão de reais no orçamento da educação e mais de um bilhão no orçamento da saúde. Ora, essa situação de profunda e permanente desigualdade social representa um grave obstáculo à instauração de uma verdadeira democracia em nosso país. É que no regime democrático, diversamente das autocracias ou oligarquias, o poder político não é concentrado, mas difuso por todo o povo. A democracia, por conseguinte, para poder funcionar, pressupõe um nível mínimo de igualdade socioeconômica entre os cidadãos, sem a qual não se estabelece uma comunhão de propósitos e atitudes no seio do povo, ou seja, uma mentalidade coletiva coerente. Foi por isso, como assinalou Aristóteles, que o regime democrático funda-se na existência de uma robusta classe média. No Brasil, além da tradicional debilidade dessa classe, a mentalidade social foi profundamente marcada por quase quatro séculos de escravidão legal, gerando a difusa convicção de que, ao contrário do que proclama a Declaração Universal de Direitos Humanos de 1948, os seres humanos são naturalmente desiguais, em dignidade e direitos. Com a análise deste triste quadro, não podemos deixar de concluir que o regime oligárquico, desde sempre em vigor entre nós, revela-se totalmente incapaz de enfrentar o grave estado mórbido que tomou conta do país. Como Evitar a Letalidade da Moléstia? Comecemos por reconhecer o fato de que a solução revolucionária, entendida como a mudança súbita e radical do poder na sociedade, modelo ao mesmo tempo tão louvado e temido no mundo todo até há pouco, já não convence ninguém. É que esse tipo de ruptura brusca da ordem social só atinge a relação de poder, deixando de lado o outro fator estruturante das sociedades: a mentalidade coletiva. Foi o que se viu, de maneira dramática, com as revoluções bolchevique e maoísta, as quais deram origem aos regimes comunistas na Rússia e na China no século XX. Com a derrocada de ambos no último quartel do século, voltaram à tona, nos dois países, as velhas tradições culturais, doravante ligadas aos valores próprios do sistema capitalista, contra o qual foram feitas as revoluções. Se quisermos, pois, mudar, de modo substancial e permanente, as instituições políticas, precisamos atuar no sentido de uma reeducação da mentalidade coletiva, com base em novos valores que a se adequem àquelas instituições. E tais valores são o oposto do individualismo privatista, próprio do sistema capitalista. Ora, isto não se faz e nunca se fez da noite para o dia. Em geral, tem-se em matéria de revoluções, o modelo clássico, que é o da França no século XVIII. Mas o que se deixa na sombra, ao assim considerar, é o fato de que a preparação da Revolução Francesa principiou pelo menos dois séculos antes, com a mudança na visão de mundo, provocada pela Reforma Calvinista e a chamada Revolução Científica de Copérnico, Tycho Brahe e Kepler, seguidos por Galileu e Isaac Newton. Por outro lado, importa não perder de vista que nada se resolverá, simplesmente atuando no nível político superficial, pela troca de governo ou a modificação de pontos particulares do sistema eleitoral, por exemplo. O fundamental é iniciar, desde logo, o longo processo de mudança política no nível mais profundo; isto é, no que diz respeito aos detentores efetivos do poder supremo e ao caráter da mentalidade coletiva dominante. Sem essas mudanças de base, jamais estaremos em condições de fazer vigorar entre nós os princípios políticos fundamentais da República, da Democracia e do Estado de Direito. Mas qual a melhor estratégia para tanto? Creio que ela consiste em principiar pela criação de um grupo coeso e dinâmico, composto de um lado por agentes políticos e de outro por atores da sociedade civil, dispostos a dar início a esse processo de mudança. Quanto aos agentes políticos, penso sobretudo na formação de um núcleo suprapartidário de parlamentares federais, pois as grandes reformas institucionais hão de ser feitas no nível constitucional e legislativo. No campo da sociedade civil, parece-me indispensável, por tudo o que ficou dito acima, obter o apoio da classe industrial brasileira, particularmente prejudicada pela atual supremacia incontrastável do capital financeiro. O revigoramento da indústria nacional dará, incontestavelmente, novo alento à nossa economia e poderá iniciar a retomada do processo de crescimento econômico. Poder-se-ia começar, por exemplo, nesse setor, pela proposta legislativa de conteúdo local mínimo para todo o setor industrial instalado em nosso país. Ainda no campo da sociedade civil, é indispensável que o núcleo de parlamentares federais, acima referido, tenha o apoio constante e criativo de especialistas nas principais áreas: direito, economia, finanças públicas, educação, saúde etc. As propostas pontuais de mudança deveriam, a meu ver, visar à abertura de fendas na muralha oligárquica, tanto no nível da relação de poder, quanto no da mentalidade coletiva. Poder-se-ia, assim, pensar prioritariamente em projetos de lei – ou, se possível, em emendas constitucionais –, tendo por objetivo criar instrumentos de democracia direta ou participativa. Ainda prioritariamente, deve-se iniciar a correção da profunda desigualdade tributária vigorante entre nós, principiando, por exemplo, pelo imposto sobre grandes fortunas, instituído pela Constituição e que aguarda regulação legal desde 1988. Na mesma linha de combate à desigualdade social, é de primordial importância preservar as políticas de educação e saúde de cortes orçamentários, em todas as unidades da federação. Já no que diz respeito à formação cívica da mentalidade coletiva, cuidado especial deve ser dirigido ao setor de comunicação social, notadamente ao rádio e à televisão. No Brasil, como apontado até mesmo pela UNESCO em relatório de 2010, o setor acha-se submetido há dezenas de anos ao controle oligopolístico de empresas privadas e políticos profissionais, de acordo com o nosso tradicional modelo de oligarquia binária. Em razão disso, desde a promulgação da Carta Constitucional em vigor, ou seja, há mais de um quarto de século, normas fundamentais que regem a matéria aguardam regulamentação legal para serem aplicadas. Assim é com a proibição do monopólio e do oligopólio, direto ou indireto de todos os meios de comunicação social (art. 220, § 5º). Assim é, da mesma forma, com a norma de preferência, na produção e programação das emissoras de rádio e televisão, a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas (art. 221, inciso I). Em 2011, um partido político e uma confederação nacional de trabalhadores ingressaram, a esse respeito, com ações de inconstitucionalidade por omissão perante o Supremo Tribunal Federal. Acontece que, encerrada a instrução desses processos e já com parecer parcialmente favorável da Procuradoria-Geral da República, os autos permanecem conclusos com a Ministra Relatora desde maio de 2012, numa clara ilustração da vacuidade, entre nós, do princípio do Estado de Direito. Estas são as ideias e as propostas que me parece urgente e indispensável examinar, neste momento de grande perigo para o futuro do Povo Brasileiro e do nosso País. 12 de agosto de 2015.

Palavra de Vida de Setembro de 2015 - O AMOR É PACIENTE

P.VIDA - Setembro 2015. 2-HD (720p) from João Manoel Motta on Vimeo.

sábado, 29 de agosto de 2015

"NÃO PARAR DIANTE DAS DIFICULDADES"

Bom dia ! Para hoje, dia 29 de agosto de 2015: "NÃO PARAR DIANTE DAS DIFICULDADES" Que cada dificuldade que se apresente nesse dia seja um estímulo a viver melhor a caridade; que seja a oportunidade de superar barreiras e seguir adiante; que sejam momentos onde consigo ir além de mim mesmo e viver o outro. Que nada me perturbe, nem os meus limites, nem os limites dos outros e muito menos as circunstâncias. Que meu projeto para esse dia seja apenas a vontade de Deus em qualquer situação e a todo custo. Nada me detém se tenho uma meta segura. E a minha meta é não me afastar da vivência do amor. Que eu seja humilde o suficiente para saber perdoar e pedir perdão. Que no final desse dia eu possa fazer um agradecimento a Deus por tudo que vivi e repetir como Paulo: "Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé."(2 Timóteo 4,7) Abraços, Apolonio

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

"APRENDEMOS A AMAR, AMANDO"

Bom dia ! Para hoje, dia 28 de agosto de 2015: "APRENDEMOS A AMAR, AMANDO" Uma criança aprende a falar repetindo palavras ditas pelos adultos. No início não pronuncia bem, mas com a repetição começa a articular melhor até que chega à perfeição. Um atleta treina exaustivamente até alcançar a forma física ideal. E quando alcança uma meta, traça outra e recomeça a treinar. Da mesma forma é a vida do amor, devemos recomeçar sempre. A perfeição do amor não é algo estável, que estagna quando alcançou sua meta. A sua perfeição consiste no recomeço do momento presente. É cada momento que consigo sair de mim para viver o outro; que sou capaz de dar a minha vida, meu tempo, capacidades em favor dos irmãos. Aprende-se a amar, amando. Ao ponto de tornar-se automático, natural e espontâneo agir assim. O amor constante nos leva à santidade de Deus, que é a perfeição da caridade. Abraços, Apolonio

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

"NÃO TER PREFERÊNCIAS NO AMOR"

Bom dia ! Para hoje, dia 21 de agosto de 2015: "NÃO TER PREFERÊNCIAS NO AMOR" O amor, entendido como serviço ao próximo, não tem exclusividades nem preferências, ama a todos igualmente. Aí está a sua pureza, não tem interesses nem pretensões, ama motivado pelo próprio amor e nada espera em troca. Não sofre influência dos afetos, pois serve ao desconhecido assim como serve aos seus caros. E aqui acontece um fenômeno especial: cada pessoa sente-se amada de modo exclusivo e único, porque sendo um amor de natureza divina, desvela em nós a nossa mais pura essência, a nossa semelhança com Deus, que nos fez capazes de amar. Abraços, Apolonio Carvalho Nascimento apoloniocnn@gmail.com Links: Blogg: parolafocolare.blogspot.com.br ​ www.focolare.org

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

"NÃO ESQUECER OS DOENTES"

Bom dia ! Para hoje, dia 20 de agosto de 2015: "NÃO ESQUECER OS DOENTES" ​"P​orque tive fome e me deste de comer; tive sede e me deste de beber; era forasteiro e me acolheste; estava nu e me vestiste; ​estava enfermo​ e me visitaste; estava na prisão e foste​ me​ ver​." (Mt 25​, 35-36) Para quem interessar, essas são as questões do nosso exame final. Seremos interrogados somente sobre o amor no final da vida, e nada mais. Visitar um doente, cuidar dele, mesmo se é amigo ou parente, deve ser feito reconhecendo a presença de Deus nele. Isso o ajuda duplamente, pois tem o conforto da presença amiga e a presença de Deus em nós, que o visita. Abraços, ​A​polonio Carvalho Nascimento apoloniocnn@gmail.com

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

"DAR ATENÇÃO AOS MAIS FRACOS"

Bom dia ! Para hoje, dia 19 de agosto de 2015: "DAR ATENÇÃO AOS MAIS FRACOS" Deus nos ama gratuitamente e gratuitamente devemos amar. Por isso, devemos preferir àqueles que em nada podem nos retribuir, os mais fracos. Defendê-los das injustiças ou ajudá-los nas situações de dificuldades. Mais fracos nem sempre significa mais pobres. Pode ser alguém que está na ignorância ou não tem acesso aos seus direitos; pode ser alguém que depende de nós de alguma maneira ou também uma criança; pode ser um idoso ou um doente; ou ainda, alguém que necessita orações ou uma ajuda espiritual. Enfim, se estivermos atentos, haverá sempre alguém mais fraco em algum aspecto e que podemos ajudar. Abraços, Apolonio Carvalho Nascimento apoloniocnn@gmail.com Links: Blogg: parolafocolare.blogspot.com.br

terça-feira, 18 de agosto de 2015

"AMAR OS INIMIGOS"

Bom dia ! Para hoje, dia 18 de agosto de 2015: "AMAR OS INIMIGOS" Quem são meus inimigos e como posso amá-los? E por que Deus me pede isso? Algumas pessoas tem inimigos explícitos, com quem romperam a relação por algum agravo acontecido. Porém, a grande maioria não sabe identificar, nesses moldes, um verdadeiro inimigo. Há quem me prejudique por ser desonesto, difamador, infrator de trânsito, preguiçoso, invejoso ou malicioso. Devo fazer o bem a estas pessoas, orar por elas. Deus quer que eu aja dessa maneira, porque sabe que assim sou construtor de fraternidade. O amor vence tudo, mas deve vencer primeiramente dentro de mim. Se abrando meu coração, conquisto a paz. Abraços, Apolonio Carvalho Nascimento apoloniocnn@gmail.com

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Castel Gandolfo: a segunda casa dos Papas

O Papa o Ângelus: A Eucaristía não é um símbolo, é Jesus que se entrega inteiramente.

"ACOLHER OS POBRES COMO PREDILETOS"

Bom dia ! Para hoje, dia 17 de agosto de 2015: "ACOLHER OS POBRES COMO PREDILETOS" Ao jovem rico que interrogou Jesus sobre como fazer para ganhar o céu, Jesus mandou viver os mandamentos. Como ele insistiu ainda, Jesus respondeu: “Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens e dê o dinheiro aos pobres, e terás um tesouro nos céus. Depois, vem e segue-me”.(Mt 19,21) ​Antes de dizer isso, Jesus não lhe perguntou quantos bens ele tinha. Podia ser muito ou pouco. Portanto, a mesma frase é dirigida também a nós, não importa quanto temos. Se quisermos ser perfeitos seguidores de Jesus, devemos ter os pobres como nossos prediletos e oferecer-lhes o que temos: tempo, bens materiais, nossos talentos, nossa oração e nossas riquezas espirituais aos que são pobres de Deus. ​Abraços,​ Apolonio Carvalho Nascimento apoloniocnn@gmail.com Links: Blogg: parolafocolare.blogspot.com.br