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domingo, 20 de outubro de 2013

"FIDELIDADE AO AMOR RECÍPROCO"


Bom dia !

A fidelidade não deve ser a uma pessoa, mas ao próprio amor.
As pessoas podem nos desiludir, decepcionar, mas se o amor dirigido a elas for embasado em Deus, não será em vão.
Por isso a fidelidade é necessária para que o amor cresça e cubra todas as nossas faltas. Sim, porque ninguém está isento de erros. A perfeição conseguida coletivamente, engrandece a todos e fortalece cada um em particular.
Mas, para que isso aconteça, devemos ser fiéis ao amor recíproco.
Para hoje, dia 20 de outubro de 2013:
"FIDELIDADE AO AMOR RECÍPROCO"
Abraços,
Apolonio




Apolonio Carvalho Nascimento
apoloniocnn@gmail.com
Tel.: 005591 81185008 (Cel.)
   

Quem muito sofreu com guerras sabe apreciar a beleza da paz!

sábado, 19 de outubro de 2013

"QUE TUDO DESMORONE, MENOS A CARIDADE ENTRE NÓS"


Bom dia !
Ao assistir o telejornal, a sensação que nos dá é que o mundo inteiro está desmoronando à nossa volta, tantas são as tragédias e os índices de violência.
De um modo contrastante vivo uma experiência com pessoas, que colocam a caridade recíproca como a coisa mais importante do dia, que vale mais que tudo.
Isso me dá esperança que algo está mudando no coração de cada um.
O amor é silencioso, mas potente.
Não faz alarde, mas transforma mentes e corações.
Destrói a mentira, corrige o errante e vence o ódio.
Portanto, mesmo que o mundo desmorone, o amor o reconstrói.
Perguntaram certa vez a Madre Teresa de Calcutá: O que deve mudar no mundo?
Ela respondeu: Eu e Você.
Para hoje, dia 19 de outubro de 2013:
"QUE TUDO DESMORONE, MENOS A CARIDADE ENTRE NÓS"
Abraços,
Apolonio





Apolonio Carvalho Nascimento
apoloniocnn@gmail.com
Tel.: 005591 81185008 (Cel.)
   

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Papa Francisco e a despaganização do papado - Leonardo Boff


Aqui vai o artigo para ser publicado na semana que vem
Um abraço
Lboff
 
Leonardo Boff
Teólogo-Filósofo
         Papa Francisco e a despaganização do papado
         As inovações nos hábitos e nos discursos do Papa Francisco, abriram aguda crise nos araiais dos conservadores que seguiam estritamente as diretrizes dos dois papas anteriores. Intolerável para eles foi o fato de ter recebido em audiência privada um dos inauguradores da “condenada” Teologia da Libertação, o peruano Gustavo Gutiérrez. Se sentem aturdidos com a sinceridade do Papa ao reconhecer erros na Igreja e em si mesmo, ao denunciar o carreirismo de muitos prelados, chamando até de “lepra” ao espírito cortesão e adulador de muitos em poder, os assim chamados  “vaticanocêntricos”. O que realmente os escandaliza é  a inversão que fez ao colocar em primeiro lugar, o amor, a misericórida, a ternura, o diálogo com a modernidade e a tolerância para com as pessoas mesmo divorciadas, homoafetivas e  não-crentes e só a seguir as  doutrinas e disciplinas eclesiásticas.
Já se fazem ouvir vozes dos mais radicais que pedem, para o “bem da Igreja”(a deles obviamente) orações nesse teor:”Senhor, ilumine-o ou elimine-o”. A eliminação de papas incômodos não é raridade na longa história do papado. Houve uma época entre os anos 900 e 1000, chamada de a “idadepornocrática” do papado na qual quase todos os papas foram envenenados ou assassindos.
         As críticas mais frequentes que circulam nas redes sociais destes grupos, historicamente velhistas e atrasados, vão na linha de acusar o atual Papa de estar desacralizando a figura do papado até banalizando-o e secularizando-o. Na verdade, são ignorantes da história, reféns de uma tradição secular que pouco tem a ver com o Jesus histórico e com o estilo de vida dos Apóstolos.  Mas tem tudo a ver com a lenta paganização e mundanização da Igreja no estilo dos imperadores romanos pagãos e dos príncipes renascentistas, muitos deles cardeais.
         As portas para este processo foram abertas já com o imperador Constantino (274-337) que reconheceu o cristianismo e com Teodósio (379-395) que o oficializou como a única religião permitida no Império. Com a decadência do sistema imperial criaram-se as condições para que os bispos, especialmente, o de Roma, assumissem funções de ordem e de mando. Isso ocorreu de forma clara com o Papa Leão I, o Grande (440-461), feito prefeito de Roma, para enfrentar a invasão dos hunos. Foi o primeiro a usar o nome de Papa, antes reservado só aos Imperadores. Ganhou mais força com o Papa Gregório, o Grande (540-604), também proclamado prefeito de Roma, culminando mais tarde com Gregório VII (1021-1085) que se arrogou o absoluto poder no campo  religioso e no secular: talvez a maior revolução no campo da eclesiologia.
         Os atuais hábitos imperiais, principescos e cortesãos da Hierarquia, dos Cardeiais e dos Papas se remetem especialmente a Papa Silvestre (334-335). No seu tempo se criou uma falsificação, chamada de “Doação de Constantino”, com o objetivo de fortalecer o poder papal. Segundo ela, o Imperador Constantino teria doado ao Papa a cidade de Roma e a parte ocidental do Império. Incluida nessa “doação”, desmascarada como falsa pelo Cardeal Nicalou de Cusa (1400-1460) estava o uso das insígnias e da indumentária imperial (a púrpura), o título de Papa, o báculo dourado, a cobertura dos ombros toda revestida de arminho e orlada com seda, a formação da corte e a residência em palácios.
         Aqui está a origem dos atuais hábitos principescos e cortesãos da Cúria romana,  da Hierarquia eclesiástica, dos Cardeais e especialmente do Papa. Sua origem é o estilo pagão dos imperadores romanos e a suntuosidade dos príncipes renascentistas. Houve, pois, um processo de paganização e de mundanização da igreja como instituição hierárquica.
         Os que querem a volta à tradição ritual que cerca a figura do Papa sequer tem consciência deste processo historicamente datado. Insistem na volta de algo que não passa pelo crivo dos valores evangélicos e da prática de Jesus.
         Que está fazendo o Papa Francisco? Está restituindo ao papado e à toda a Hierarquia seu estilo verdadeiro, ligado àTradição de Jesus e dos Apóstolos. Na realidade está voltando à tradição mais antiga, operando uma despaganização do papado dentro do espírito evangélico, vivido tão emblematicamente por seu inspirador São Francisco de Assis.
         A autêntica Tradição está no lado do Papa Francisco. Os tradiionalistas são apenas tradicionalistas e  não tradicionais. Estão mais próximos do palácio de Herodes e de César Augusto do que da gruta de Belém e da casa doartesão de Nazaré. Contra eles está a prática de Jesus e  suas palavras sobre o despojamento, a simplicidade, a humildade e o poder como serviço e não como fazem os príncipes pagãos e “os grandes que subjugam e dominam: convosco não deve ser assim; o maior seja como o menor e quem manda, como quem serve”(Lc 22, 26).
O Papa Francisco fala a partir desta originária e mais  antiga Tradição, a de Jesus e dos Apóstolos. Por isso desestabiliza os conservadores que ficaram sem argumentos.
Leonardo Boff é autor de Igreja: carisma e poder, Record, Rio 2005.

"QUANDO DEUS ESTÁ ENTRE NÓS TUDO É POSSÍVEL"



Bom dia !
"Quando entre nós estás
tudo em torno se transforma
Mesmo se o inverno vem
resplandece sempre o sol
Tudo parece ouro
a nevoa  se dilui..."
São as palavras de uma canção
inspiradas em um tema de Chiara Lubich.
A presença de Deus entre nós é o que de mais potente possa existir.
Com Ele podemos conseguir o impossível.
Passamos além das dificuldades, ultrapassamos barreiras intransponíveis,
porque o Onipotente vive entre nós.
Acreditemos e tudo será possível.
Para hoje, dia 17de outubro de 2013:
"QUANDO DEUS ESTÁ ENTRE NÓS TUDO É POSSÍVEL"
 Abraços,
Apolonio




Apolonio Carvalho Nascimento
apoloniocnn@gmail.com
Tel.: 005591 81185008 (Cel.)
   

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

TER ENTRE NÓS UM AMOR SEM MEDIDAS


Bom Dia !!

Até onde deve ir o amor cristão?
Qual deve ser a sua medida?
Deve ser a mesma de Jesus, isto é, sem medidas.
Um amor extremo, capaz de dar a própria vida.
Ninguém pode dizer que não é capaz.
Se por amor, escuto alguém, dei a minha vida.
Se por amor, estou ao seu lado nos momentos difíceis, estou dando a minha vida.
Se não julgo, se sei perdoar, se peço perdão, se sou justo e verdadeiro, é porque dou a minha vida.
Agindo sempre por Deus, com amor puro, serei capaz também de dar a vida física, se me for pedido um dia.
Para hoje, dia 16 de outubro de 2013:
TER ENTRE NÓS UM AMOR SEM MEDIDAS

Abraços,
Apolonio




Apolonio Carvalho Nascimento
apoloniocnn@gmail.com
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terça-feira, 15 de outubro de 2013

"CARREGAR OS PESOS JUNTOS"

                                                                                Bom dia !

Não amamos por interesse, pois já não seria amor. Porém, a vida com o amor recíproco comporta muitas vantagens que não encontramos em outros lugares.
Tudo é partilhado. As alegrias se multiplicam e as dores se dividem.
Os pesos levados por mais de um tornam-se mais fáceis, mais suportáveis.
As dificuldades enfrentadas juntos, são apenas desafios e não barreiras.
Os problemas partilhados, nos ocupam, mas não nos preocupam.
Ao iniciar uma batalha juntos, já temos a certeza da vitória.
Enfim, a força e a coragem nascem dessa presença viva de Alguém, que está em nosso meio quando nos amamos.
Para hoje, dia 15 de outubro de 2013:
"CARREGAR OS PESOS JUNTOS"
Abraços,
Apolonio





Apolonio Carvalho Nascimento
apoloniocnn@gmail.com
Tel.: 005591 81185008 (Cel.)
   

domingo, 13 de outubro de 2013

Amemo-nos a ponto de nos consumarmos em um.

Amemo-nos a ponto de nos consumarmos em um. É um tanto difícil mas Jesus Cristo nos ensinou... Quando a gente ama de verdade uma pessoa, em nome de Deus, de Jesus Cristo, seguindo seus ensinamentos, tornamo-nos semelhantes a Ele. Quando durante todo o dia nós nos esquecemos de nós mesmos, fazendo somente a vontade de Deus em cada momento presente...Fundimo-nos em Cristo e, consequentemente, no Cristo em nosso próximo daquela hora presente! Tornamo-nos UM na CAMINHADA para Deus.
Abraços, Otaviano.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

"FAZER DE TUDO PARA CONSEGUIRMOS NOS AMAR RECIPROCAMENTE"


Bom dia !

São necessários alguns passos para conseguirmos nos amar reciprocamente.
Primeiro, temos que nos reconhecer iguais. Ninguém é maior que ninguém. Devemos olhar o essencial dentro de cada um, lá onde temos o mesmo potencial e a mesma vulnerabilidade. A mesma condição de filhos do mesmo Pai.
Depois, temos que colocar a vontade antes dos sentimentos. Não podemos amar somente quando sentimos, devemos amar sempre, mesmo se nos custa.
Por último, devemos ter clara a motivação do nosso amor e a meta que queremos alcançar.
A motivação deve ser o desejo de amar primeiramente a Deus. A meta é trazer a vida do Paraíso sobre a terra.
Para hoje, dia 11 de outubro de 2013:
"FAZER DE TUDO PARA CONSEGUIRMOS NOS AMAR RECIPROCAMENTE"
Abraços,
Apolonio




Apolonio Carvalho Nascimento
apoloniocnn@gmail.com
Tel.: 005591 81185008 (Cel.)
   

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

“ESTAR PRONTOS A DAR A VIDA UNS PELOS OUTROS”


Bom dia !!

A maior medida de amor é aquela de Jesus, amar sem medidas.
"Ninguém tem maior amor do que quem dá a vida por seus amigos"(João 15,13)
Não é necessário morrer para fazer isso. Cada minuto da vida que dedico aos irmãos, estou dando a minha vida.
Escutar, dar atenção, ajudar de alguma maneira, orar por alguém, fazer um pequeno gesto de amor, alegrar-se com quem se alegra e chorar com quem chora. Tudo isso é dar a vida. Quando não vivo para mim, mas para o outro.
Quem vive desse modo, terá também coragem de dar a sua vida física se for preciso.
Para hoje, dia 10 de outubro de 2013:
“ESTAR PRONTOS A DAR A VIDA UNS PELOS OUTROS”

Abraços,
Apolonio

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

"O AMOR RECÍPROCO DOA FORÇA"


Bom dia !
O dito popular diz que a união faz a força, mas eu digo que a unidade é a Força.
A unidade é mais que uma simples união, pois não é apenas unir-se por interesses comuns, é tornar-se realmente um.
Quando nos amamos, somos um e temos força para enfrentar todo tipo de situação.
Tenho visto em minha vida, pessoas que com essa força enfrentam dificuldades grandes e pequenas, até mesmo doenças graves e a morte.
Certa vez alguém admirou-se da força e da autoridade de Jesus. Ele respondeu: "Vocês farão o que eu fiz e coisas maiores ainda."(João 14,12)
A impressão que me dá é que a força do amor recíproco é maior que tudo.
Para hoje, dia 07 de outubro de 2013:
"O AMOR RECÍPROCO DOA FORÇA"
Abraços,
Apolonio
 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

"VIVER O MANDAMENTO NOVO COM COERÊNCIA"


Bom dia !
O nosso agir deve ser a consequência do "Amai-vos uns aos outros".
Uma vez estabelecida a vida do Mandamento Novo entre nós, devemos agir em conformidade em todas as situações. Mesmo se estamos separados, esse amor deve motivar as nossas ações e nossas decisões.
O Pacto de amar-se reciprocamente deve chegar ao ponto de dar a vida uns pelos outros. Não tanto morrer fisicamente, mas estar projetados em uma vida de doação ao próximo.
Para ser coerente com um amor já estabelecido devo continuar a amar a todos. Não posso amar somente quem corresponde ao meu amor, mas a todos sem distinção e sem restrição.
Para hoje, dia 04 de outubro de 2013:
"VIVER O MANDAMENTO NOVO COM COERÊNCIA"
Abraços,
Apolonio

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

NO CENTRO DO HOMEM N Ã O ESTÁ O DINHEIRO, diz o Papa Francisco.

"AMAR-NOS A PONTO DE TER TUDO EM COMUM"


Bom dia !
A comunhão de bens era a característica dos primeiros cristãos.
Dizia-se deles: "Vejam como se amam e entre eles não há indigente algum."
Ao longo dos séculos, talvez, foi perdendo a intensidade e a força de testemunho, mas nunca deixou de existir.
Muitos grupos de cristãos vivem assim ainda hoje.
O que me fez participar desde jovem de um desses grupos foi justamente esse testemunho forte da partilha de bens materiais e espirituais.
Os jovens do focolare, que conheci há mais de trinta anos, diziam em seu regulamento: "Tudo o que somos e tudo o que temos, queremos que seja em comum."
Vi que isso era verdadeiro e aderi com toda a minha alma.
Essa decisão norteia a minha vida até hoje.
Para hoje, dia 03 de outubro de 2013:
"AMAR-NOS A PONTO DE TER TUDO EM COMUM"
Abraços,
Apolonio

terça-feira, 1 de outubro de 2013

"AMANDO-NOS RECIPROCAMENTE ATRAÍMOS A PRESENÇA DE DEUS ENTRE NÓS"


Bom dia !

Foi o próprio Jesus quem prometeu e afirmou: "Onde dois ou mais estiverem unidos em meu nome, aí estarei eu no meio deles." (Mt 18,20)
Onde está Jesus, está o Pai e o Espírito Santo.
Portanto, o amor recíproco possibilita essa presença divina entre nós. E é também lógico, pois é um amor motivado pelo amor a Deus, com o intuito de amar primeiramente a Ele.
A consequência é que todos se sentem mais amados do que se fosse um amor puramente humano. E Deus responde a esse amor vindo habitar entre nós.
É uma presença real, quase palpável. Não podemos vê-lo, mas se Ele nos falta, sentimos.
Para hoje, dia 01 de outubro de 2013:
"AMANDO-NOS RECIPROCAMENTE ATRAÍMOS A PRESENÇA DE DEUS ENTRE NÓS"
Abraços,
Apolonio




Apolonio Carvalho Nascimento
apoloniocnn@gmail.com
Tel.: 005591 81185008 (Cel.)
   

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

"DEUS QUER QUE NOS AMEMOS"



Bom dia !
Para responder ao amor de Deus, podemos fazer a sua vontade.
A mais ardente vontade de Deus é que nos amemos reciprocamente.
Mas, por que essa, e não fazer jejum, penitência, cultos, louvores e orações?
Porque amando-nos, trazemos a vida do Paraíso entre nós. Porque esse é o modelo de vida da Trindade. Porque o amor recíproco é o maior testemunho que podemos dar ao mundo, para que ele creia.
Se nos amamos os nossos cultos tem sentido, os nossos louvores são aceitos e as nossas orações atendidas.
Se nos amamos já cumprimos jejuns e penitências, pois o sacrifício que mais agrada a Deus é o renunciar a si próprio, que é base para o amor recíproco.
Enfim, o amor recíproco resume todo o desígnio de Deus sobre a humanidade.
Para hoje, dia 30 de setembro de 2013:
"DEUS QUER QUE NOS AMEMOS"
Abraços,
Apolonio
 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

"O MANDAMENTO DO AMOR, VIVIDO, TRANSFORMA OS RELACIONAMENTOS"

Bom Dia !

Que devemos nos amar reciprocamente ja o sabemos, porem esse amor deve
ter uma qualidade especial.
Jesus recomendou que vivessemos tudo o que a lei ja prescrevia, mas
nos deu um mandamento, que chamou de "novo" e "seu". Ele disse
exatamente "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei". "Como eu vos
amei", essa é a medida exata que da qualidade ao nosso amor mutuo. Ele
deve ser na mesma medida do amor com que Jesus nos amou.
Se mantivermos esse "como", veremos os nossos relacionamentos se
transformarem e faremos uma revoluçao no mundo à nossa volta.
Para hoje, dia 20 de setembro de 2013:

"O MANDAMENTO DO AMOR, VIVIDO, TRANSFORMA OS RELACIONAMENTOS"

Abraços,
Apolonio




Apolonio Carvalho Nascimento
apoloniocnn@gmail.com
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

“Eu ouso dizer que a Igreja nunca esteve tão bem como hoje..."



2013-09-16 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) – “Mesmo agora que sou Papa me sinto ainda um sacerdote”. Esta é uma das passagens chaves do diálogo que o Papa Francisco teve, na manhã desta segunda-feira, com os sacerdotes da Diocese de Roma, a sua Diocese, reunidos na Basílica São João de Latrão. A acolher o Papa, 20 minutos antes do previsto, foi o Cardeal Vigário Agostino Vallini, que na sua saudação comentou que este encontro foi programado pelo novo Bispo de Roma, logo após ter sido eleito.
“O que é o cansaço para um Sacerdote, para um Bispo e mesmo para o Bispo de Roma?” O Papa Francisco desenvolveu o seu pronunciamento introdutivo, detendo-se neste questionamento. E confiou que a inspiração lhe veio após ler a carta enviada por um sacerdote idoso, que justamente lhe falava sobre este cansaço, um “cansaço no coração”. “Existe – disse o Papa – um cansaço do trabalho e isto todos conhecemos. Chegamos de noite, cansados de trabalhar e passamos diante do Tabernáculo para saudar o Senhor. Sempre – advertiu – é necessário passar pelo Tabernáculo”:
Quando um sacerdote está em contato com o seu povo, se cansa. Quando um padre não está em contato com o seu povo, se cansa, mas mal e para dormir deve tomar um comprimido, não? Ao invés disso, aquele que está em contato com o povo – que de fato o povo tem tantas exigências, tantas exigências! Mas são as exigências de Deus, não? – este cansa realmente e não tem necessidade de tomar comprimidos”.
Existe, porém, um “cansaço final” – prosseguiu Francisco – que se vê antes do “crespúsculo da vida” onde “existe a luz escura e o escuro um pouco luminoso”. É “um cansaço que vem no momento em que deveria existir o triunfo”, mas ao invés disto “vem este cansaço”. Isto – afirmou – acontece quando “o sacerdote se questiona sobre sua existência, olha para trás, ao caminho percorrido e pensa nas renúncias, aos filhos que não teve e se pergunta se não errou, se a sua vida “falhou”. É justamente sobre o “cansaço do coração” de que o sacerdote escrevia na carta.
O Papa citou então, o cansaço em tantas figuras bíblicas, de Elias a Moisés, de Jeremias até João Batista. Este último, afirmou, na “escuridão da prisão” vive o “escuro de sua alma” e manda os seus discípulos perguntarem a Jesus se Ele é realmente aquele que estão esperando. O que pode fazer então um sacerdote que vive a experiência de João Batista? Rezar, “até dormir diante do Tabernáculo, mas estar ali”. E depois “procurar a proximidade com os outros padres, e sobretudo, com os bispos”:
Nós, Bispos, devemos ser próximos aos sacerdotes, devemos ser caridosos com o próximo e os mais próximos são os sacerdotes. Os mais próximos do Bispo são os sacerdotes. (aplausos). Vale também o contrário, eh! (risos e aplausos): o mais próximo dos padres deve ser o bispo, o mais próximo. A caridade para com o próximo, o mais próximo é o meu bispo. O Bispo diz: os mais próximos são os meus padres. É bonita esta troca, não? Isto, acredito, é o momento mais importante da proximidade, entre o bispo e os sacerdotes: este momento sem palavras, porque não existem palavras para este cansaço”.
A partir deste ponto, iniciou-se o diálogo do Papa Francisco com os sacerdotes, aos quais pediu para sentirem-se livres para perguntar qualquer coisa. Respondendo à primeira pergunta, o Papa Francisco disse que no serviço pastoral, não deve se “confundir a criatividade com fazer alguma coisa nova”. A criatividade – afirmou – “é buscar o caminho para que o Evangelho seja anunciado” e isto “não é fácil”. Criatividade “não é somente mudar as coisas”. É uma outra coisa, vem do Espírito e se faz com a oração e se faz falando com os fiéis, com as pessoas. O Papa, então, recordou uma experiência vivida quando era Arcebispo de Buenos Aires. Com um sacerdote, disse, procurava entender como tornar a sua igreja mais acolhedora:
Ah, se passa tanta gente aqui, talvez seria bonito que a igreja ficasse aberta durante todo o dia...Boa idéia! Também seria bonito que tivesse sempre um confessor à disposição, alí...Boa idéia! E assim foi”.
Esta – acrescentou – é uma ‘corajosa criatividade’. Também em relação aos cursos em preparação ao Batismo “é necessário superar o obstáculo dos pais e das mães que trabalham toda a semana e no domingo gostariam de repousar”. Então, é necessário “buscar novos caminhos”, como uma “missão no bairro” promovida pelos leigos. E esta é a “conversão pastoral”. A Igreja, “também o Código de Direito canônico nos dá tantas, tantas possibilidades, tanta liberdade para buscarmos estas coisas”. É necessário – destacou – procurar os momentos de acolhida, quando os fiéis devem ir à paróquia por um motivo ou outro. E criticou severamente quem, numa paróquia, está mais preocupado em pedir dinheiro por um certificado que pelo Sacramento e assim “afastam as pessoas”. É necessário, ao invés disto, “a acolhida cordial”: “que aquele que venha à igreja se sinta como na sua casa. Se sinta bem. Que não se sinta explorado”:
“Um sacerdote, uma vez – não da minha Diocese, de uma outra -, me dizia: ‘Mas, eu não faço pagar nada, nem mesmo as intenções da Missa. Tenho alí uma caixa e eles deixam aquilo que querem. Mas Padre: tenho quase o dobro do que tinha anteriormente. Porque as pessoas são generosas, e Deus abençoa estas coisas’.
“Se, ao invés disto, a pessoa vê que existe um interesse econômico, então se afasta”, observou Francisco. O Papa então, respondeu a quem lhe perguntava como ele se define agora, visto que, como Arcebispo de Buenos Aires, gostava definir-se simplesmente como ‘sacerdote’:
“Mas, eu me sinto padre, é sério. Eu me sinto padre, sacerdote, é verdade, bispo...Me sinto assim, não? E agradeço ao Senhor por isto. (aplausos) Teria medo de sentir-me um pouco mais importante, não? Isto sim, tenho medo disto, pois o diabo é esperto, eh!, é esperto e te faz sentir que agora tu tem poder, que tu pode fazer isto, que tu podes fazer quilo...mas sempre girando, girando em volta, como um leão – assim diz São Pedro, não! Mas graças a Deus, isto não perdi, ainda, não? E se vocês virem que eu perdi isto, por favor, me digam e se não puderem me dizer privadamente, digam publicamente, mas digam: ‘Olha, converta-te!’, porque está claro, não?” (aplausos)|
Após, o Santo Padre falou sobre os sacerdotes misericordiosos. Um padre enamorado – disse – deve sempre recordar-se do primeiro amor, de Jesus, “retornar àquela fidelidade que permanece sempre e nos espera”. Para mim, isto é “o ponto-chave de um sacerdote enamorado: que tenha a capacidade de voltar à recordação do primeiro amor”. E acrescentou: “uma Igreja que perde a memória, é uma Igreja eletrônica: não tem vida”. Assim, é necessário guardar-se dos padres rigorosos e negligentes. O sacerdote misericordioso – afirmou – é aquele que diz a verdade mas acrescenta: “Não te apavores, o Deus bom te espera, Caminhemos juntos”. A isto acrescentou: “devemos tê-lo sempre sob os olhos: acompanhar. Ser companheiros de caminho”. “A conversão sempre se faz assim – disse – a caminho e não no laboratório”.
“A verdade de Deus é esta verdade, digamos assim dogmática, para dizer uma palavra, ou moral, mas acompanhada do amor e da paciência de Deus, sempre assim”.
“Na Igreja – acrescentou - existem certos escândalos mas também tanta santidade e esta é maior. E existe também esta “santidade cotidiana”, escondida, “aquela santidade de tantas mães e de tantas mulheres, de tantos homens que trabalham todo o dia pela família”. Palavras estas acompanhadas de um encorajadora convicção:
“Eu ouso dizer que a Igreja nunca esteve tão bem como hoje. A Igreja não cai: estou seguro disto, estou seguro!”
O Papa então, voltou ao tema das periferias existenciais, retomando as suas palavra sobre “conventos vazios” e a generosidade para com os mais necessitados. Por fim, refletiu sobre o tema da família, e em particular, sobre a delicada questão da nulidade dos matrimônios e sobre as segundas uniões. "Um problema – recordou – que Bento XVI tinha no seu coração". “O problema não pode ser reduzido à questão do fazer a comunhão ou não - afirmou - porque quem coloca o problema somente nestes termos não entende qual é o verdadeiro problema”.
“É um problema grave – observou - de responsabilidade da Igreja em relação às famílias que vivem esta situação”. A Igreja – afirmou ainda – neste momento deve fazer alguma coisa para resolver os problemas das nulidades matrimoniais. Um tema sobre o qual falará com o grupo dos 8 Cardeais que se reunirão nos primeiros dias de outubro, no Vaticano. E será tratado também no próximo Sínodo dos Bispos, pois é uma verdadeira "periferia existencial”.
Por fim, o Papa Francisco recordou que no próximo 21 de setembro recorre o 60º aniversário de sua vocação ao sacerdócio. (JE)